quinta-feira, 9 de setembro de 2010
AS ENERGIAS DOS SUBSÍDIOS
“Se pegarem na energia do vento e a armazenarem, quer por bombagem, quer por utilização da gaseificação a plasma para produção de combustíveis, irão ver que custa menos do que preparar o petróleo. Dirão que o kWh do vento já é suficientemente caro para ser armazenado. Não, o kWh eólico não tem por que ser caro, é caro porque existem os subsídios.
E o exemplo que dou é das lojas de chineses que operam em Portugal. Portugal assinou com a China um tratado em como dá regalias aos chineses que abrirem lojas em Portugal, em troca de poder entrar também no mercado chinês com os seus produtos. Entre essas regalias está o pagamento de metade das rendas das lojas, isenção de pagamento de segurança social por 3 anos aos chineses empregados nas lojas. Muitas são as aldrabices que eles fazem para cá ficar, mas o maior problema é das rendas. Os donos das lojas, sabendo que o governo paga metade da renda, pedem muito mais de renda aos chineses do que pedem a portugueses.
Os fabricantes de aerogeradores também, sabendo que há subsídios, pedem muito mais pelos aerogeradores do que eles realmente valem.
E o mesmo acontece também com a indústria farmacêutica. Sabendo que o estado paga, pedem muito mais pelos medicamentos. Escandaloso? Sim, os subsídios é que são um escândalo. Mas há a tendência de culpar os exploradores que apenas seguem o mercado. Eu, por exemplo, que sou diabético, pago 3,58 euros por 50 tiras do glicosímetro mas se comprar sem receita pago 23 euros. O estado (nós, povo) paga cerca de 20 euros às farmacêuticas por cada caixinha de tiras!!!!!!!!!
É o que acontece com as «energias renováveis» subsidiadas também.
Por Henrique Sousa – 06/09/2010
O artigo pode ser lido aqui:
http://horabsurda.org/2010/09/06/se-a-estupidez-fosse-musica/
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
SORTELHA:AS ILEGALIDADES ESTÃO À MOSTRA
Em nome de todos aqueles que estão contra a localização das torres eólicas nas terras envolventes da Aldeia Histórica de Sortelha, venho felicitar o senhor Dr.João Valente e agradecer o trabalho apresentado no Capeiaarraiana. Está agora, mais do que nunca, esclarecido e fundamentado o alerta e as ilegalidades que o movimento “Vamos Salvar Sortelha” lançou. A petição on line “Vamos Salvar Sortelha” conta neste momento com a participação de 1135 assinaturas, vindas dos quatro cantos do mundo. Quero aqui lembrar que tudo começou quando um dos moradores de Sortelha, deu o alerta e deitou a “boca no trombone” para dar a conhecer ao mundo os planos do “atentado” à medieval, histórica e original ( única ) aldeia histórica de Sortelha. Hoje vive fora do concelho do Sabugal porque a sua permanência na aldeia e na região, era incómoda para alguns senhores e foi mesmo obrigado a encerrar o seu negócio, só porque quis defender uma paisagem e uma aldeia que são pertença do universo. E agora que as ilegalidades estão esclarecidas, vamos ou não avançar para uma acção popular?
Leiam o artigo do Dr.João Valente aqui:
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
A DÍVIDA QUE TODOS VAMOS PAGAR
Em 27 de Maio deste ano, este Aviso não avisava de nada.
Reportagem do International Herald Tribune:
E o que se passa em Portugal? Seremos todos bons utilizadores dos subsídios europeus? QUANTO CUSTAM AS EÓLICAS AOS PORTUGUESES? QUANTO CUSTARIA DEIXAR DE TER EÓLICAS À VOLTA DA ALDEIA HISTÓRICA DE SORTELHA? As eólicas estão a crescer no nosso país, porque o Governo garante a venda da electricidade produzida, mesmo que ninguém a compre.É nada mais nada menos que mais uma dívida escondida e que todos os portugueses vão ter de pagar aos senhores que investiram nas torres eólicas. E assim vai o nosso país!!!
Aviso a 27 de Maio de 2010
Chamámos à atenção deste facto e quando a 5 de Agosto voltei ao local, encontrei este:
Aviso a 5 de Agosto de 2010
Leram bem o que está escrito?
Quem é o titular do Alvará?
A União Europeia tem até 2013, milhões de euros de subsídios para distribuir pela indústria das eólicas. A energia é ecológica e amiga do ambiente, mas também atrai charlatães de todos os tipos. Alguns conseguimos saber quem são, mas outros ninguém os conhece.
As autoridades espanholas, francesas, italianas e alemãs têm andado muito ocupadas nos últimos meses.
Reportagem do International Herald Tribune:
"Esta e outras investigações que decorrem na Europa trouxeram a lume abordagens, por vezes desgovernadas, do sector eólico, em rápido desenvolvimento. Com mais de seis mil milhões de subsídios estruturais e agrícolas reservados para energias renováveis, por um período de 13 anos que termina em 2013, esta relativamente nova área de actividade a que os peritos dão o benefício da dúvida, porque tem uma imagem amiga do ambiente aparentemente acima de qualquer crítica, dispõe, pois de um pecúlio atraente.
As autoridades dizem que é impossível determinar o nível de fraude na despesa pública passível de ser relacionada com a energia eólica, porque as investigações estão distribuídas, nos diferentes países, entre polícia fiscal e regional. Os críticos dizem que os controlos de fundos dispersos são um incentivo para que uma multidão de políticos e empresários corruptos extraia dinheiro fácil… ao sabor do vento.
Os investigadores têm estado bastante ocupados nos últimos meses. Cinco nacionalistas corsos foram detidos e obrigados a repor 1,54 milhões de euros de subsídios europeus para parques eólicos. Em Itália, decorrem três investigações e foram detidas 15 pessoas no mês passado, numa operação a que a polícia chamou "E tudo o vento levou". É descrito como um esquema complicado, do tipo Dona Branca, e que desviou 30 milhões de euros de apoios da UE.
O esquema é elementar: uma turbina normal de dois megawatts custa cerca de 2,75 milhões a construir e produz cerca de 275 mil euros por ano em venda de electricidade a preços de mercado. Mas esse rendimento pode quase duplicar, com os incentivos estatais especiais como prémio às energias renováveis. Em muitos países, os produtores de energia eólica estão a receber tarifas da alimentação – prémios especiais acima do valor de mercado como bónus para a energia renovável – ou taxas especiais por contratos de 15 a 25 anos.
Richard Robb, investidor em parques eólicos em França e na Alemanha, diz que, mesmo sem ventos muito enérgicos, essas tarifas representam um rendimento confortável para os accionistas. Na Alemanha, o seu parque eólico recebe cerca de 83,6 euros por megawatt/hora, quando o preço no mercado livre varia entre 30 e 70 euros – um retorno de 15%.
Nas Ilhas Canárias, onde há 44 parques, os dois casos que conduziram à detenção dos funcionários públicos e empresários, com acusações de tráfico de influências e corrupção, foram apanhados graças a milhares de escutas telefónicas. Os investigadores da Guardia Civil escutaram conversas que envolvem os empresários de Santa Lucía e os funcionários municipais, acusados de urdir um negócio secreto para transformar terrenos privados perto da praia de Pozo Izquierdo em terreno municipal – porque era maior a probabilidade de os subsídios serem concedidos para parques eólicos em terrenos públicos. Estavam em jogo quase 40 milhões de euros de um fundo de apoio da UE aos territórios periféricos de Espanha.
Investigações similares estão a decorrer na Sicília, berço do aproveitamento público da energia eólica em Itália. A operação "E tudo o vento levou" fez com que as autoridades descobrissem um elaborado esquema para receber fundos da UE, diz o coronel Mario Imparato, da Guardia Financeira. O esquema envolveu uma elaborada rede de empresas do ramo; uma conseguia obter fundos da UE, usava uma parte para a construção e punha o resto fora de Itália. As empresas no estrangeiro mudavam o dinheiro para outra empresa que se candidatava a um novo fluxo de subsídios da UE.
Uma investigação separada, com o nome de código "Aeolus", na zona ocidental da Sicília, conduziu à detenção de sete pessoas, com julgamento marcado para Janeiro. Neste caso, o Ministério Público alega que o crime organizado limitou-se a adaptar técnicas antiquadas, como subornos, para fazer dinheiro com a nova fonte de energia. Isso incluiu 75 mil euros e um Mercedes dados a um vereador para votar a favor de um parque eólico".
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
AI SORTELHA...QUE TE ESTÃO A FAZER?
A cada dia que passa a dor aumenta. Não há quem faça parar estes exércitos. Com tanto poder ferroso e com tantas máquinas, os verdadeiros "lagartixas" sentem-se incapazes de parar esta guerra. Podemos agora perder esta batalha, mas Deus nos dê saúde e lucidez para daqui a uns anos podermos assistir à vitória mais importante.
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SORTELHA: PORQUÊ TÃO PERTO?
Pés nas muralhas de Sortelha e olhares incrédulos
A construção do Sub Parque Eólico de...continua a destruir o património natural da área envolvente à Aldeia Histórica de Sortelha. É preciso ir a Sortelha, subir algumas ruas ou subir junto do castelo para perceber as razões do nosso descontentamento. Não somos contra as energias renováveis, neste caso concreto, a energia eólica. Também sabemos que por aqui sopra muito vento. Nós somos é contra a localização destes aerogeradores eólicos e reprovamos as obras que aqui estão a efectuar. Não é necessário recorrer ao zoom da máquina fotográfica, o nosso olhar deixa-nos mais tristes e a foto não consegue transmitir realmente aquilo que se está a passar a umas centenas de metros de nós. Os turistas que encontrei nas muralhas ficaram pasmados com o cenário. Estão demasiado próximas da Aldeia Histórica e a paisagem, mesmo que se tratem de pedras, fazem também parte da vivência histórica de Sortelha. Dói-me ver estes investidores que apenas procuram o lucro. O dinheiro seria mais bem investido se entrassem no interior das muralhas, até porque as portas estão sempre abertas, percorressem as ruas, visitassem a Igreja Matriz e ali, num silêncio medieval, meditassem no que realmente faz falta a esta gente para viverem em melhores condições, para receberem melhor os que as visitam e a terem esperança num amanhã melhor.
OS CEGOS DE SORTELHA!
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sábado, 31 de julho de 2010
SORTELHA: CRIANÇAS A MENOS E EÓLICAS A MAIS
A velha de Sortelha intacta
Há dias, o Parlamento da Catalunha, aprovou uma proposta assinada por 180 mil pessoas que proíbe as touradas naquela região a partir de Janeiro de 2012. Touradas em Espanha são uma tradição secular, mas que aos poucos vai tendo gente que pensa de forma diferente. E a votação do Parlamento foi o resultado de uma petição levada ao Parlamento por um grupo de cidadãos liderados pela plataforma Prou. A principal praça de touros de Barcelona, uma das mais antigas de Espanha, vai ficar vazia, uma vez que o apoio à petição ganhou tanta força que marcou a diferença. O movimento de cidadania ( não de pessoas irresponsáveis ), foi determinante na mudança da lei, como o também podia ser o movimento "Vamos Salvar Sortelha" caso houvesse mais vontade das autoridades em aceitar que por vezes erram nas suas decisões.
Esta decisão tomada pelo Parlamento da Catalunha é um exemplo para que "todos os cidadãos que acreditam e lutam que vale a pena exercer o direito de apresentar, individual ou colectivamente, aos orgãos de soberania. aos orgãos da nossa região ou a quaisquer outras autoridades petições, representações, reclamações ou queixas para a defesa dos seus direitos, da Constituição, das leis ou do interesse geral e, bem assim, o direito de serem informados, em prazo razoável, sobre o resultado da respectiva apreciação".-Artº52º(Direito de Petição e Direito de acção popular).
O movimento cívico "Vamos Salvar Sortelha" continua com uma petição online, tendo até este momento recolhido 1122 assinaturas, todas com o intuito de impedir a destruição da envolvente paisagística e histórica de Sortelha. As obras do parque eólico nas imediações da Aldeia Histórica de Sortelha estão a avançar a um ritmo assustador e têm recorrido ao uso de explosivos para destruir o meio ambiente, mesmo que de rochas se tratem. Não é uma obra no litoral algarvio, porque aí todos os lobbys do turismo sairiam em defesa dos seus hotéis, condomínios luxuosos ou montes parasidíacos dado que iriam afastar os turistas. Mas, Sortelha fica no interior, não há interesses a defender e fiados nas ilusões dos investidores baixam os braços e aceitam umas notas de euros para que os terrenos rendam já que o trabalho dá muita canseira.
Em Sortelha, pelos caminhos que servem as eólicas, o Presidente da Câmara do Sabugal, engenheiro, já rabiscou um projecto de por exemplo, cito frase da entrevista dada ao Capeiaarraiana:"para um centro interpretativo da energia ao longo da história".Fim de citação.
E que pensa fazer com os outros caminhos dos outros parques eólicos de Malcata, Aldeia Velha, Fóios...as aldeias estão a entrar num autêntico campeonato para ver quem consegue exibir mais torres eólicas!!! Nestes últimos tempos tenho visto nascer à volta das serras do concelho do Sabugal mais torres eólicas do que crianças nas maternidades da região. É duro, é triste, mas a realidade é mesmo esta. E eu não sou contra as energias renováveis. Eu sou contra a forma como estão a aparecer os parques eólicos, escondidos nos sub-parques, fugindo assim, a muitas condicionantes que reprovariam a construção dos mesmos. O pior é que as autoridades sabem destas jogadas e aprovam com pareceres favoráveis. O preço destas irresponsabilidades e destas "engenharias" vai ser muito caro e além do impacto visual e ambiental, a região poucos benefícios directos da energia eólica irá beneficiar. São os consumidores das grandes cidades do litoral, que são os grandes consumidores de energia, que beneficiarão, mas são as pessoas do interior a aguentar e a suportar os estragos. Infelizmente, muitas pessoas do interior, muitas pessoas das nossas aldeias beirãs, continuam a acreditar que o desenvolvimento está em ter barragens, auto-estradas, centros comerciais, parques eólicos. Aqueles que vivem no interior vivem demasiado concentrados a compararem-se com os que vivem no litoral. As pessoas do interior deviam era lutar pela vida, pelo aumento da natalidade, porque sem pessoas de nada serve tudo o que nos rodeia. Deviam lutar pela melhoria das estradas nacionais, por exemplo, a Nac.233(Sabugal-Guarda) e outras, pela coesão do concelho, pelo desenvolvimento das estruturas já existentes. O turismo é uma das alavancas para salvar a nossa região. Apoiar os empresários da nossa região, acarinhar e incentivar aqueles que diariamente trabalham para que as pessoas que nos visitam se sintam bem recebidas, comam e levem as nossas tradições, a nossa cultura e voltem mais vezes, simplesmente porque foram amados.
A região já tem as barragens e os parques eólicos suficientes. Abandonem esse campeonato de ser a aldeia que mais eólicas tem na sua terra. Preservem a paisagem, as culturas, as tradições e a história.
Mas será mesmo isso que todos queremos?
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quarta-feira, 28 de julho de 2010
OS PODERES DOS PODEROSOS
AS CONTRADIÇÕES DO PRESIDENTE DA CÂMARA DO SABUGAL
Em 15 de Abril declarou ao Jornal “Interior” isto:
«Embora seja uma preocupação legítima, não será da população em geral, mas antes de um círculo restrito de pessoas», reage o presidente da Câmara do Sabugal. António Robalo refere que a autarquia licenciou o parque depois de terem sidos agregados todos os pareceres necessários, que, «como se sabe, requerem grande rigor». De resto, o terceiro parque eólico do concelho foi entregue ao consórcio Eneope «depois do Governo lançar concurso público, e faz parte de uma estratégia nacional de desenvolvimento sustentável», lembra. Trata-se de um investimento de 130 milhões de euros e abrange, além de Sortelha, as freguesias de Águas Belas, Pousafoles do Bispo, Penalobo, Bendada e ainda Benespera (concelho da Guarda) e Maçaínhas (Belmonte). No total, está prevista a montagem de 50 torres eólicas”.
Na entrevista dada ao “Capeiaarraiana” esta semana respondeu desta forma:
– O que pensa da decisão do licenciamento do parque eólico no campo visual da Aldeia Histórica de Sortelha?
– Vou responder como Presidente da Câmara Municipal do Sabugal. Os processos dos aerogeradores do tipo torre eólica estão normalizados e quando entram nos serviços camarários obedecem, normalmente, a todos os requisitos legais e são de fácil aprovação. Desde que a empresa apresente no processo instrutório os documentos de todas as entidades exigidas por lei as autarquias não tem qualquer forma legal de impedir a aprovação e licenciamento dos projectos. Agora é evidente que no caso de Sortelha seria interessante saber se há pareceres adicionais de técnicos da área do Ambiente ou do IGESPAR ou de entidades ligados aos monumentos nacionais. De qualquer forma tive, recentemente, a excelente notícia da Tecneira, empresa que é responsável por dois parques eólicos no concelho – Soito e Malcata – que vão acrescentar mais 11 aerogeradores nas duas localidades. O processo foi-me entregue em mãos, chamei a directora de Planeamento e Urbanismo da Câmara que, depois de analisar os aspectos técnicos e se tudo estiver conforme despacha favoravelmente. Os acessos aos parques eólicos criaram oportunidades, por exemplo, para um centro interpretativo da energia ao longo da história que podia ser feito num percurso ao longo das sete eólicas de Sortelha.
Ler aqui:
http://capeiaarraiana.wordpress.com/2010/07/27/grande-entrevista-a-antonio-robalo-2/
O que vemos e sentimos em Sortelha é a paisagem a ser destruida, rasgada e alterada com a implantação das torres eólicas. Não há dó nem piedade. Eles mandam e quem for contra é considerado "indesejado" na terra e "causador de problemas". Infelizmente, nas nossas terras raianas quem tem poder, seja de que género for, as suas ideias e decisões são seguidas e defendidas com unhas e dentes, mesmo que essas decisões sejam precipitadas e egoístas. E, segundo as palavras do presidente Engenheiro António Robalo, "os parques eólicos criaram oportunidades, por exemplo, para um centro interpretativo da energia ao longo da história que podia ser feito num percurso ao longo das sete eólicas de Sortelha", outra oportunidade que foi criada é a de "as acessibilidades construídas para chegar às torres poderem ser utilizadas em situações de prevenção e combate a incêndios". Mas que ideias tão, tão oportunistas, tão espectaculares!
Hoje a Câmara Municipal realiza a sua Reunião na Aldeia de Sortelha. Cuidado com os explosivos que estão a ser utilizados nas obras do parque eólico, é que assustam e fazem tremer as entranhas da montanha enfurecem os amigos de Sortelha. Dói ver destruir aquilo que estava bem feito.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
O PROFETA EM SORTELHA
“O profeta, comovendo-se, disse:
– Não me chames sábio, a menos que chames sábio a todos os homens. Somos apenas folhas verdes da árvore da vida que um dia o vento levará, e a vida está muito acima da sabedoria e da ignorância. Ninguém é sábio ou ignorante.
E retomando o caminho, com os seus discípulos e o pequeno grupo de seguidores, entrou na rua que conduzia ao seu jardim, que fora o jardim de sua mãe e seu pai e onde dormiam o sono eterno os seus antepassados. E alguns queriam segui-lo para lhe prepararem um banquete de boas vindas, segundo o costume da terra, mas ele pediu que o deixassem só porque o seu pão era o pão da saudade, e o seu copo transbordava de vinho da lembrança, que desejava beber só.
E o profeta chegando ao jardim dos seus pais, entrou nele, e fechou o portão, para que ninguém o seguisse. E durante quarenta dias e quarenta noites viveu sozinho naquela casa e naquele jardim e ninguém se aproximou daquele portão, que permanecia fechado, e todos sabiam que pretendia estar só. Ao fim dos quarenta dias e quarenta noites, ele abriu o portão para que pudessem ir vê-lo.
E vieram alguns dos seus discípulos que se sentaram em volta dele. E no pequeno largo defronte, juntou-se uma grande multidão: Adultos, velhos, robustos e enfermos, de rosto curtido pelo vento e pelo sol. Um deles falou e disse:
– Mestre, os nossos corações estão amargurados e não sabemos porquê. Suplicamos-te que nos consoles e que abras o nosso coração e mentes ao significado das nossas penas.
E o profeta, olhando as colinas e o céu azul, suspirou e disse:
– Amigos, compadecei-vos da terra que está cheia de crenças e vazia de religião. Compadecei-vos da terra que veste o que não tece, come o pão que não cultiva e bebe o vinho que não corre dos seus lagares. Compadecei-vos da terra que aclama os fanfarrões como heróis e cujos sábios morreram com o passar dos anos. Compadecei-vos hora pela terra onde o ventre das mulheres secou e que já não ouve os risos e as brincadeiras das crianças nas suas ruas e praças. Compadecei-vos da terra que só grita quando caminha num funeral, que apenas se orgulha das suas ruínas, que nem se revolta quando a votam ao desprezo. Compadecei-vos da terra cujas autoridades gastam o que não têm em obras megalómanas, cujos filósofos são ogres prestidigitadores, e cuja política é uma arte de remendos e efabulações. Eis, pois aqui resumidamente, o significado das vossas penas: Sois um bando espectros; um bando de inúteis, isto é o que vós sois! De que vos queixais, portanto?
Nisto, fez-se um longo silêncio, interrompido por um gradual clamor que se levantou na multidão. Um dos tais ogres avançou com uma pedra na mão, à cabeça de toda aquela gente, e vociferou:
– Quem te julgas para nos vires dar aqui lições de moral? Só porque foste por esse mundo, vistes coisas, és melhor que nós, que ficámos? Não precisamos cá de ti para nada! – e fazendo o gesto de arremessar a pedra – Volta por onde vieste!
Então, o profeta acendeu calmamente o cachimbo, levantou-se, ajeitou a boina, passando calmamente entre a multidão. E secundado pelos seus discípulos, parando à saída da sua povoação, apoiado no bordão, voltando-se para contemplar uma última vez a silhueta do velho castelo e daqueles montes em redor, falou aos seus discípulos, dizendo:
– Quem nunca foi vítima da mordedura das serpentes e nunca sentiu as ferroadas dos lobos?
E, sacudindo a poeira das sandálias, no que foi imitado por todos eles, fez-se novamente ao caminho.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente
– Não me chames sábio, a menos que chames sábio a todos os homens. Somos apenas folhas verdes da árvore da vida que um dia o vento levará, e a vida está muito acima da sabedoria e da ignorância. Ninguém é sábio ou ignorante.
E retomando o caminho, com os seus discípulos e o pequeno grupo de seguidores, entrou na rua que conduzia ao seu jardim, que fora o jardim de sua mãe e seu pai e onde dormiam o sono eterno os seus antepassados. E alguns queriam segui-lo para lhe prepararem um banquete de boas vindas, segundo o costume da terra, mas ele pediu que o deixassem só porque o seu pão era o pão da saudade, e o seu copo transbordava de vinho da lembrança, que desejava beber só.
E o profeta chegando ao jardim dos seus pais, entrou nele, e fechou o portão, para que ninguém o seguisse. E durante quarenta dias e quarenta noites viveu sozinho naquela casa e naquele jardim e ninguém se aproximou daquele portão, que permanecia fechado, e todos sabiam que pretendia estar só. Ao fim dos quarenta dias e quarenta noites, ele abriu o portão para que pudessem ir vê-lo.
E vieram alguns dos seus discípulos que se sentaram em volta dele. E no pequeno largo defronte, juntou-se uma grande multidão: Adultos, velhos, robustos e enfermos, de rosto curtido pelo vento e pelo sol. Um deles falou e disse:
– Mestre, os nossos corações estão amargurados e não sabemos porquê. Suplicamos-te que nos consoles e que abras o nosso coração e mentes ao significado das nossas penas.
E o profeta, olhando as colinas e o céu azul, suspirou e disse:
– Amigos, compadecei-vos da terra que está cheia de crenças e vazia de religião. Compadecei-vos da terra que veste o que não tece, come o pão que não cultiva e bebe o vinho que não corre dos seus lagares. Compadecei-vos da terra que aclama os fanfarrões como heróis e cujos sábios morreram com o passar dos anos. Compadecei-vos hora pela terra onde o ventre das mulheres secou e que já não ouve os risos e as brincadeiras das crianças nas suas ruas e praças. Compadecei-vos da terra que só grita quando caminha num funeral, que apenas se orgulha das suas ruínas, que nem se revolta quando a votam ao desprezo. Compadecei-vos da terra cujas autoridades gastam o que não têm em obras megalómanas, cujos filósofos são ogres prestidigitadores, e cuja política é uma arte de remendos e efabulações. Eis, pois aqui resumidamente, o significado das vossas penas: Sois um bando espectros; um bando de inúteis, isto é o que vós sois! De que vos queixais, portanto?
Nisto, fez-se um longo silêncio, interrompido por um gradual clamor que se levantou na multidão. Um dos tais ogres avançou com uma pedra na mão, à cabeça de toda aquela gente, e vociferou:
– Quem te julgas para nos vires dar aqui lições de moral? Só porque foste por esse mundo, vistes coisas, és melhor que nós, que ficámos? Não precisamos cá de ti para nada! – e fazendo o gesto de arremessar a pedra – Volta por onde vieste!
Então, o profeta acendeu calmamente o cachimbo, levantou-se, ajeitou a boina, passando calmamente entre a multidão. E secundado pelos seus discípulos, parando à saída da sua povoação, apoiado no bordão, voltando-se para contemplar uma última vez a silhueta do velho castelo e daqueles montes em redor, falou aos seus discípulos, dizendo:
– Quem nunca foi vítima da mordedura das serpentes e nunca sentiu as ferroadas dos lobos?
E, sacudindo a poeira das sandálias, no que foi imitado por todos eles, fez-se novamente ao caminho.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente
Texto completo aqui: http://capeiaarraiana.wordpress.com/2010/06/30/o-profeta-e-o-ogre/
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sábado, 26 de junho de 2010
SORTELHA: PEDRAS QUE FALAM
Sortelha, uma aldeia medieval, histórica e razoavelmente conservada, está a sofrer um violento ataque à sua volta. As muralhas e o castelo ainda têm pedras para resistir aos ataques vindos dos montes. Pelo contrário, Kim, aquele que despertou o povo e tocou os sinos do campanário não lhe restou senão abandonar a aldeia e asilar-se bem longe, pois nem mesmo no seu "bardo" conseguiu refugiar-se.
Sortelha é terra de Portugal, é terra do mundo. As pedras também falam e são mais duradouras e depois de as calcarmos quando andamos na aldeia, todos, menos os gananciosos, sentem a dor que as torres eólicas vão causar Sortelha.
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terça-feira, 22 de junho de 2010
SORTELHA: QUEM PENSA DIFERENTE É VÍTIMA DE AGRESSÃO
AGREDIR É UM ACTO DE COVARDIA!
NINGUÉM, MAS NINGUÉM ROUBA A RAIZ AO PENSAMENTO.
A LIBERDADE DE PENSAR E DE PROTESTAR CONTINUARÁ!
O PARQUE EÓLICO DE SORTELHA É UM ATENTADO AO PATRIMÓNIO QUE É DE TODOS E NÃO DAQUELES QUE SE ACHAM DONOS DO CONCELHO DO SABUGAL.
O direito de petição é o direito de apresentar exposições escritas para defesa de direitos, da Constituição, da lei ou do interesse geral. Pode ser exercido junto de qualquer órgão de soberania (à excepção dos tribunais) ou de quaisquer autoridades públicas, sobre qualquer matéria desde que a pretensão não seja ilegal e não se refira a decisões dos tribunais. É um direito universal e gratuito, previsto na Constituição e na Lei nº 43/90, de 10 de Agosto, alterada pela Lei nº 6/93 de 1 de Março e pela Lei nº 15/2003 de 4 de Junho e pela Lei nº 45/07, de 24 de Agosto
O blog "Café Mondego" publicou a 20 de Junho este post:
"Um cliente do café informou-me que o primeiro subscritor de uma petição (que aqui divulguei) contra as eólicas em cima de Sortelha foi insultado, ameaçado e agredido. A situação foi tão grave que a permanência de Kim Tomé (que dinamizava um bar no Sabugal) se tornou insustentável.
Não conheço, em pormenor, o que aconteceu, mas tendo em conta o que já sei (que foi por exprimir uma opinião que o homem foi agredido) não posso deixar de me indignar. Vivemos num país livre e todos temos direito à opinião. Bater em alguém porque defende a património colectivo é inaceitável. E a violência deve ser condenada com toda a veemência!
Não sei pormenores sobre os protagonistas, nem acerca da vida de agressores e agredido, nem isso vem ao caso. O que é preciso reprovar com todas as forças é que se agrida um cidadão, cujo crime foi ter dinamizado uma petição a favor de uma aldeia histórica, que é de todos nós. Por outro lado, os agressores tornaram a vida do agredido num "inferno", ao ponto dele ter que abandonar Sortelha e o Sabugal! Com que direito?
Estranho o silêncio da comunidade em geral. O que vão fazer (ou o que fizeram) as entidades que têm que garantir a democracia e a liberdade dos cidadãos? O silêncio é cúmplice da agressão. Perante o que aconteceu ninguém se pode calar! Espero uma intervenção imediata das "autoridades" locais e distritais. Estamos perante um caso de nítida ameaça à liberdade de expressão dos cidadãos.
Publicada por Américo Rodrigues em Domingo, Junho 20, 2010Não conheço, em pormenor, o que aconteceu, mas tendo em conta o que já sei (que foi por exprimir uma opinião que o homem foi agredido) não posso deixar de me indignar. Vivemos num país livre e todos temos direito à opinião. Bater em alguém porque defende a património colectivo é inaceitável. E a violência deve ser condenada com toda a veemência!
Não sei pormenores sobre os protagonistas, nem acerca da vida de agressores e agredido, nem isso vem ao caso. O que é preciso reprovar com todas as forças é que se agrida um cidadão, cujo crime foi ter dinamizado uma petição a favor de uma aldeia histórica, que é de todos nós. Por outro lado, os agressores tornaram a vida do agredido num "inferno", ao ponto dele ter que abandonar Sortelha e o Sabugal! Com que direito?
Estranho o silêncio da comunidade em geral. O que vão fazer (ou o que fizeram) as entidades que têm que garantir a democracia e a liberdade dos cidadãos? O silêncio é cúmplice da agressão. Perante o que aconteceu ninguém se pode calar! Espero uma intervenção imediata das "autoridades" locais e distritais. Estamos perante um caso de nítida ameaça à liberdade de expressão dos cidadãos.
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sábado, 19 de junho de 2010
O ELEFANTE DE SARAMAGO PAROU EM SORTELHA
"ENTRAR EM Sortelha, É COMO ENTRAR NA IDADE MEDIA"
José Saramago
Sortelha e a sua história ficará eternamente gravada na literatura portuguesa. José Saramago sabia e reconheceu a importância das aldeias históricas portuguesas. Quando entrou em Sortelha gostou do que viu e viu para lá das pedras e das muralhas aquilo que outros não vêem, não sentem e só pensam nos vinténs oferecidos pelos ventos.
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Vamos Salvar Sortelha
terça-feira, 15 de junho de 2010
DOM DUARTE DE BRAGANÇA DEFENDE A PAISAGEM DE SORTELHA
A revista "Contrabando" publica no seu terceiro número uma entrevista feita a Dom Duarte de Bragança. A dada altura o jornalista quer saber a opinião de Dom Duarte acerca do património, da história, das tradições. Vale a pena dar a conhecer o pensamento deste "herdeiro luso" da monarquia que no meu entender foi decapitada sem dó nem piedade pela república e vejam ao que chegámos!!! Quem se preocupa com a paisagem natural e a construída? Quem deixa construir "os piores mamarrachos" ao lado da aldeia histórica,medieval, de Sortelha?
Contrabando - Qual a sua opinião sobre a historia, o património, as tradições e cultura linguística, perante a presente globalização económica e a mundialização sociocultural?
Podem ler a entrevista completa aqui:
Sortelha: continuamos a defender o património
Contrabando - Qual a sua opinião sobre a historia, o património, as tradições e cultura linguística, perante a presente globalização económica e a mundialização sociocultural?
Dom Duarte- Quanto mais civilizado e desenvolvido é um país, mais as suas gentes se preocupam em preservar estes valores porque percebem que se estes forem perdidos
ficariam todos muito mais pobres.
Um aspecto que tem sido muito desprezado é que de facto só no Douro e Açores é que é tomada em consideração o conceito de paisagem. Os institutos e entidades estatais protegem (mais ou menos) alguns monumentos mas ninguém se preocupa em proteger a paisagem natural e a construída e por isso grande parte do território nacional encontra-se muito desfigurado tendo caído numa decadência 3º Mundista. Ao lado de monumentos belíssimos deixam construir os piores mamarrachos até em locais tão importantes como a Torre de Belém ou a Sé do Porto, aldeias medievais desfiguradas por casas de emigrantes ou monumentos desfigurados por obras de arquitectos atrevidos, ignorantes ou sem qualquer respeito para com a nossa memória construída. A única alternativa possível é a de iniciativas como a do vosso Jornal, Associações, Movimentos Culturais, algumas Câmaras Municipais mais esclarecidas liderarem um movimento para o respeito e protecção da nossa paisagem e memória do nosso futuro.
Contrabando - Fala-se de economia sustentável, de ecologia e de bem-estar, como conjuga estes três factores?
Dom Duarte - Estes 3 factores são complementares e cada vez mais importantes para termos um futuro viável. A liberalização descontrolada do comércio Mundial está a arruinar regiões e povos e tem que ser controlada usando critérios como estes que referiu.
Importar o mesmo que se produz local ou nacionalmente é errado sobretudo quando se pensa na poluição provocada pelo transporte desses produtos ou quando são produzidos em países que não respeitam o ambiente e os Direitos Humanos. Mas temos que começar por ser nós próprios a fazer as escolhas certas quando compramos produtos
Podem ler a entrevista completa aqui:
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
SORTELHA: A ALDEIA NO GUIA TURÍSTICO
Acaba de ser editado o "Guia Turístico das Aldeias Históricas de Portugal". Este guia foi apresentado no passado dia 10 de Junho, em Trancoso, concebido e produzido pela "Olho de Turista", membro da Associação do Desenvolvimento Turístico das Aldeias Históricas de Portugal. Trata-se de um livro que divulga percursos, receitas e oferece descontos. A obra promove as 12 aldeias históricas portuguesas e Sortelha é uma delas. O novo guia divulga diversas áreas: infra-estruturas, recursos turísticos, património, artesanato, produtos típicos,tradições...como já referi, inclui talões de descontos, por exemplo, nas dormidas e refeições em diversos estabelecimentos.
O Guia tem mais de 350 páginas e tem um custo de 16 euros.
O Guia tem mais de 350 páginas e tem um custo de 16 euros.
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
O PATRIMÓNIO DE SORTELHA
A aldeia histórica de Sortelha possui um património de infinita riqueza. Este património pode funcionar como motor de desenvolvimento da região. Reconhecer o valor do passado, proteger e valorizar o seu património histórico, rural, cultural e paisagístico, torná-lo mais conhecido e até interactivo é uma das tarefas das entidades oficiais e da população de Sortelha, que deve ter orgulho no valor que a aldeia realmente tem.
"...Não vendam, disse-lhes, a herança que os nossos pais nos deixaram.
Nela está escondida um tesouro. Não sei onde, mas com um pouco de trabalho descobri-lo-ão..."
( Jean de La Fontaine, Fábulas )
"...Não vendam, disse-lhes, a herança que os nossos pais nos deixaram.
Nela está escondida um tesouro. Não sei onde, mas com um pouco de trabalho descobri-lo-ão..."
( Jean de La Fontaine, Fábulas )
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domingo, 6 de junho de 2010
A ASSOCIAÇÃO DAS CASAS HISTÓRICAS DE RIBA CÔA EXIGE ESCLARECIMENTOS DA C.M.SABUGAL
Sortelha-27-05-2010
Este é o aviso à entrada para as obras do Sub-Parque Eólico de Sortelha
A notícia está publicada aqui:
http://capeiaarraiana.wordpress.com/2010/06/05/associacao-pede-informacao-sobre-eolicas-em-sortelha/
A Associação das Casas Históricas de Riba Côa quer a Câmara esclareça todas as dúvidas que esta obra tem. Esta associação tem como finalidade divulgar e preservar o património histórico de Riba Côa. Alguns elementos desta associação são proprietários de casas históricas que os seus antepassados edificaram e que querem continuar a preservar. Na Aldeia Histórica de Sortelha o Solar Nª.Srª.da Conceição é propriedade da senhora Viscondessa de São Sebastião, D.Luísa Lasso de La Veja e Pedroso Charters, grande dinamizadora da aldeia.Há também casas históricas na Ruvina, Vilar Maior, Freineda, Castelo Bom, Almeida, Reigada, Pinhel, Mata de Lobos, Castelo Rodrigo e Almendra.
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