sábado, 31 de julho de 2010

SORTELHA: CRIANÇAS A MENOS E EÓLICAS A MAIS

 A velha de Sortelha intacta

Há dias, o Parlamento da Catalunha, aprovou uma proposta assinada por 180 mil pessoas que proíbe as touradas naquela região a partir de Janeiro de 2012. Touradas em Espanha são uma tradição secular, mas que aos poucos vai tendo gente que pensa de forma diferente.  E a votação do Parlamento foi o resultado de uma petição levada ao Parlamento por um grupo de cidadãos liderados pela plataforma Prou. A principal praça de touros de Barcelona, uma das mais antigas de Espanha, vai ficar vazia, uma vez que o apoio à petição ganhou tanta força que marcou a diferença. O movimento de cidadania ( não de pessoas irresponsáveis ), foi determinante na mudança da lei, como o também podia ser o movimento "Vamos Salvar Sortelha" caso houvesse mais vontade das autoridades em aceitar que por vezes erram nas suas decisões.
Esta decisão tomada pelo Parlamento da Catalunha é um exemplo para que "todos os cidadãos que acreditam e lutam que vale a pena exercer o direito de apresentar, individual ou colectivamente, aos  orgãos de soberania. aos orgãos da nossa região ou a quaisquer outras autoridades petições, representações, reclamações ou queixas para a defesa dos seus direitos, da Constituição, das leis ou do interesse geral e, bem assim, o direito de serem informados, em prazo razoável, sobre o resultado da respectiva apreciação".-Artº52º(Direito de Petição e Direito de acção popular).
O movimento cívico "Vamos Salvar Sortelha" continua com uma petição online, tendo até este momento recolhido 1122 assinaturas, todas com o intuito de impedir a destruição da envolvente paisagística e histórica de Sortelha. As obras do parque eólico nas imediações da Aldeia Histórica de Sortelha estão a avançar a um ritmo assustador e têm recorrido ao uso de explosivos para destruir o meio ambiente, mesmo que de rochas se tratem. Não é uma obra no litoral algarvio, porque aí todos os lobbys do turismo sairiam em defesa dos seus hotéis, condomínios luxuosos ou montes parasidíacos dado que iriam afastar os turistas. Mas, Sortelha fica no interior, não há interesses a defender e fiados nas ilusões dos investidores baixam os braços e aceitam umas notas de euros para que os terrenos rendam já que o trabalho dá muita canseira.
Em Sortelha, pelos caminhos que servem as eólicas, o Presidente da Câmara do Sabugal, engenheiro, já rabiscou um projecto de por exemplo, cito frase da entrevista dada ao Capeiaarraiana:"para um centro interpretativo da energia ao longo da história".Fim de citação.

E que pensa fazer com os outros caminhos dos outros parques eólicos de Malcata, Aldeia Velha, Fóios...as aldeias estão a entrar num autêntico campeonato para ver quem consegue exibir mais torres eólicas!!! Nestes últimos tempos tenho visto nascer à volta das serras do concelho do Sabugal mais torres eólicas do que crianças nas maternidades da região. É duro, é triste, mas a realidade é mesmo esta. E eu não sou contra as energias renováveis. Eu sou contra a forma como estão a aparecer os parques eólicos, escondidos nos sub-parques, fugindo assim, a muitas condicionantes que reprovariam a construção dos mesmos. O pior é que as autoridades sabem destas jogadas e aprovam com pareceres favoráveis. O preço destas irresponsabilidades e destas "engenharias" vai ser muito caro e além do impacto visual e ambiental, a região poucos benefícios directos da energia eólica irá beneficiar. São os consumidores das grandes cidades do litoral, que são os grandes consumidores de energia, que beneficiarão, mas são as pessoas do interior a aguentar e a suportar os estragos. Infelizmente, muitas pessoas do interior, muitas pessoas das nossas aldeias beirãs, continuam a acreditar que o desenvolvimento está em ter barragens, auto-estradas, centros comerciais, parques eólicos. Aqueles que vivem no interior vivem demasiado concentrados a compararem-se com os que vivem no litoral. As pessoas do interior deviam era lutar pela vida, pelo aumento da natalidade, porque sem pessoas de nada serve tudo o que nos rodeia. Deviam lutar pela melhoria das estradas nacionais, por exemplo, a Nac.233(Sabugal-Guarda) e outras, pela coesão do concelho, pelo desenvolvimento das estruturas já existentes. O turismo é uma das alavancas para salvar a nossa região. Apoiar os empresários da nossa região, acarinhar e incentivar aqueles que diariamente trabalham para que as pessoas que nos visitam se sintam bem recebidas, comam e levem as nossas tradições, a nossa cultura e voltem mais vezes, simplesmente porque foram amados.
A região já tem as barragens e os parques eólicos suficientes. Abandonem esse campeonato de ser a aldeia que mais eólicas tem na sua terra. Preservem a paisagem, as culturas, as tradições e a história.
Mas será mesmo isso que todos queremos?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

OS PODERES DOS PODEROSOS

AS CONTRADIÇÕES DO PRESIDENTE DA CÂMARA DO SABUGAL





Em 15 de Abril declarou ao Jornal “Interior” isto:
«Embora seja uma preocupação legítima, não será da população em geral, mas antes de um círculo restrito de pessoas», reage o presidente da Câmara do Sabugal. António Robalo refere que a autarquia licenciou o parque depois de terem sidos agregados todos os pareceres necessários, que, «como se sabe, requerem grande rigor». De resto, o terceiro parque eólico do concelho foi entregue ao consórcio Eneope «depois do Governo lançar concurso público, e faz parte de uma estratégia nacional de desenvolvimento sustentável», lembra. Trata-se de um investimento de 130 milhões de euros e abrange, além de Sortelha, as freguesias de Águas Belas, Pousafoles do Bispo, Penalobo, Bendada e ainda Benespera (concelho da Guarda) e Maçaínhas (Belmonte). No total, está prevista a montagem de 50 torres eólicas”.



Na entrevista dada ao “Capeiaarraiana” esta semana  respondeu desta forma:
O que pensa da decisão do licenciamento do parque eólico no campo visual da Aldeia Histórica de Sortelha?
Vou responder como Presidente da Câmara Municipal do Sabugal. Os processos dos aerogeradores do tipo torre eólica estão normalizados e quando entram nos serviços camarários obedecem, normalmente, a todos os requisitos legais e são de fácil aprovação. Desde que a empresa apresente no processo instrutório os documentos de todas as entidades exigidas por lei as autarquias não tem qualquer forma legal de impedir a aprovação e licenciamento dos projectos. Agora é evidente que no caso de Sortelha seria interessante saber se há pareceres adicionais de técnicos da área do Ambiente ou do IGESPAR ou de entidades ligados aos monumentos nacionais. De qualquer forma tive, recentemente, a excelente notícia da Tecneira, empresa que é responsável por dois parques eólicos no concelho – Soito e Malcata – que vão acrescentar mais 11 aerogeradores nas duas localidades. O processo foi-me entregue em mãos, chamei a directora de Planeamento e Urbanismo da Câmara que, depois de analisar os aspectos técnicos e se tudo estiver conforme despacha favoravelmente. Os acessos aos parques eólicos criaram oportunidades, por exemplo, para um centro interpretativo da energia ao longo da história que podia ser feito num percurso ao longo das sete eólicas de Sortelha.
Ler aqui:
 http://capeiaarraiana.wordpress.com/2010/07/27/grande-entrevista-a-antonio-robalo-2/

  O que vemos e sentimos em Sortelha é a paisagem a ser destruida, rasgada e alterada com a implantação das torres eólicas. Não há dó nem piedade. Eles mandam e quem for contra é considerado "indesejado" na terra e "causador de problemas". Infelizmente, nas nossas terras raianas quem tem poder, seja de que género for, as suas ideias e decisões são seguidas e defendidas com unhas e dentes, mesmo que essas decisões sejam precipitadas e egoístas. E, segundo as  palavras do presidente Engenheiro António Robalo, "os parques eólicos criaram oportunidades, por exemplo, para um centro interpretativo da energia ao longo da história que podia ser feito num percurso ao longo das sete eólicas de Sortelha", outra oportunidade que foi criada é a de "as acessibilidades construídas para chegar às torres poderem ser utilizadas em situações de prevenção e combate a incêndios". Mas que ideias tão, tão oportunistas, tão espectaculares!
Hoje a Câmara Municipal realiza a sua Reunião na Aldeia de Sortelha. Cuidado com os explosivos que estão a ser utilizados nas obras do parque eólico, é que assustam e fazem tremer as entranhas da montanha enfurecem os amigos de Sortelha. Dói ver destruir aquilo que estava bem feito.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

SORTELHA TEM GUIA TURÍSTICO



Este Guia Turístico já está à venda. O Guia vai ser apresentado e promovido aqui:

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O PROFETA EM SORTELHA


“O profeta, comovendo-se, disse:
– Não me chames sábio, a menos que chames sábio a todos os homens. Somos apenas folhas verdes da árvore da vida que um dia o vento levará, e a vida está muito acima da sabedoria e da ignorância. Ninguém é sábio ou ignorante.
E retomando o caminho, com os seus discípulos e o pequeno grupo de seguidores, entrou na rua que conduzia ao seu jardim, que fora o jardim de sua mãe e seu pai e onde dormiam o sono eterno os seus antepassados. E alguns queriam segui-lo para lhe prepararem um banquete de boas vindas, segundo o costume da terra, mas ele pediu que o deixassem só porque o seu pão era o pão da saudade, e o seu copo transbordava de vinho da lembrança, que desejava beber só.
E o profeta chegando ao jardim dos seus pais, entrou nele, e fechou o portão, para que ninguém o seguisse. E durante quarenta dias e quarenta noites viveu sozinho naquela casa e naquele jardim e ninguém se aproximou daquele portão, que permanecia fechado, e todos sabiam que pretendia estar só. Ao fim dos quarenta dias e quarenta noites, ele abriu o portão para que pudessem ir vê-lo.
E vieram alguns dos seus discípulos que se sentaram em volta dele. E no pequeno largo defronte, juntou-se uma grande multidão: Adultos, velhos, robustos e enfermos, de rosto curtido pelo vento e pelo sol. Um deles falou e disse:
– Mestre, os nossos corações estão amargurados e não sabemos porquê. Suplicamos-te que nos consoles e que abras o nosso coração e mentes ao significado das nossas penas.
E o profeta, olhando as colinas e o céu azul, suspirou e disse:
– Amigos, compadecei-vos da terra que está cheia de crenças e vazia de religião. Compadecei-vos da terra que veste o que não tece, come o pão que não cultiva e bebe o vinho que não corre dos seus lagares. Compadecei-vos da terra que aclama os fanfarrões como heróis e cujos sábios morreram com o passar dos anos. Compadecei-vos hora pela terra onde o ventre das mulheres secou e que já não ouve os risos e as brincadeiras das crianças nas suas ruas e praças. Compadecei-vos da terra que só grita quando caminha num funeral, que apenas se orgulha das suas ruínas, que nem se revolta quando a votam ao desprezo. Compadecei-vos da terra cujas autoridades gastam o que não têm em obras megalómanas, cujos filósofos são ogres prestidigitadores, e cuja política é uma arte de remendos e efabulações. Eis, pois aqui resumidamente, o significado das vossas penas: Sois um bando espectros; um bando de inúteis, isto é o que vós sois! De que vos queixais, portanto?
Nisto, fez-se um longo silêncio, interrompido por um gradual clamor que se levantou na multidão. Um dos tais ogres avançou com uma pedra na mão, à cabeça de toda aquela gente, e vociferou:
– Quem te julgas para nos vires dar aqui lições de moral? Só porque foste por esse mundo, vistes coisas, és melhor que nós, que ficámos? Não precisamos cá de ti para nada! – e fazendo o gesto de arremessar a pedra – Volta por onde vieste!
Então, o profeta acendeu calmamente o cachimbo, levantou-se, ajeitou a boina, passando calmamente entre a multidão. E secundado pelos seus discípulos, parando à saída da sua povoação, apoiado no bordão, voltando-se para contemplar uma última vez a silhueta do velho castelo e daqueles montes em redor, falou aos seus discípulos, dizendo:
– Quem nunca foi vítima da mordedura das serpentes e nunca sentiu as ferroadas dos lobos?
E, sacudindo a poeira das sandálias, no que foi imitado por todos eles, fez-se novamente ao caminho.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente
 Texto escrito pelo Dr.João Valente e que nos faz pensar no que foi e no que é e será a vida dos que vivem e viverão na nossa região, nesta aldeia de Sortelha. 


sábado, 26 de junho de 2010

SORTELHA: PEDRAS QUE FALAM


 Sortelha, uma aldeia medieval, histórica e razoavelmente conservada, está a sofrer um violento ataque à sua volta. As muralhas e o castelo ainda têm pedras para resistir aos ataques vindos dos montes. Pelo contrário, Kim, aquele que despertou o povo e tocou os sinos do campanário não lhe restou senão abandonar a aldeia e asilar-se bem longe, pois nem mesmo no seu "bardo" conseguiu refugiar-se. 
Sortelha é terra de Portugal, é terra do mundo. As pedras também falam e são mais duradouras e depois de as calcarmos quando andamos na aldeia, todos, menos os gananciosos, sentem a dor que as torres eólicas vão causar Sortelha.


terça-feira, 22 de junho de 2010

SORTELHA: QUEM PENSA DIFERENTE É VÍTIMA DE AGRESSÃO


 AGREDIR É UM ACTO DE COVARDIA!
NINGUÉM, MAS NINGUÉM ROUBA A RAIZ AO PENSAMENTO.
A LIBERDADE DE PENSAR E DE PROTESTAR CONTINUARÁ!
O PARQUE EÓLICO DE SORTELHA É UM ATENTADO AO PATRIMÓNIO QUE É DE TODOS E NÃO DAQUELES QUE SE ACHAM DONOS DO CONCELHO DO SABUGAL.
O direito de petição é o direito de apresentar exposições escritas para defesa de direitos, da Constituição, da lei ou do interesse geral. Pode ser exercido junto de qualquer órgão de soberania (à excepção dos tribunais) ou de quaisquer autoridades públicas, sobre qualquer matéria desde que a pretensão não seja ilegal e não se refira a decisões dos tribunais. É um direito universal e gratuito, previsto na Constituição e na Lei nº 43/90, de 10 de Agosto, alterada pela Lei nº 6/93 de 1 de Março e pela Lei nº 15/2003 de 4 de Junho e pela Lei nº 45/07, de 24 de Agosto


O blog "Café Mondego" publicou a 20 de Junho este post:

"Um cliente do café informou-me que o primeiro subscritor de uma petição (que aqui divulguei) contra as eólicas em cima de Sortelha foi insultado, ameaçado e agredido. A situação foi tão grave que a permanência de Kim Tomé (que dinamizava um bar no Sabugal) se tornou insustentável.
Não conheço, em pormenor, o que aconteceu, mas tendo em conta o que já sei (que foi por exprimir uma opinião que o homem foi agredido) não posso deixar de me indignar. Vivemos num país livre e todos temos direito à opinião. Bater em alguém porque defende a património colectivo é inaceitável. E a violência deve ser condenada com toda a veemência!
Não sei pormenores sobre os protagonistas, nem acerca da vida de agressores e agredido, nem isso vem ao caso. O que é preciso reprovar com todas as forças é que se agrida um cidadão, cujo crime foi ter dinamizado uma petição a favor de uma aldeia histórica, que é de todos nós. Por outro lado, os agressores tornaram a vida do agredido num "inferno", ao ponto dele ter que abandonar Sortelha e o Sabugal! Com que direito?
Estranho o silêncio da comunidade em geral. O que vão fazer (ou o que fizeram) as entidades que têm que garantir a democracia e a liberdade dos cidadãos? O silêncio é cúmplice da agressão. Perante o que aconteceu ninguém se pode calar! Espero uma intervenção imediata das "autoridades" locais e distritais. Estamos perante um caso de nítida ameaça à liberdade de expressão dos cidadãos.
Américo Rodrigues


sábado, 19 de junho de 2010

O ELEFANTE DE SARAMAGO PAROU EM SORTELHA

"ENTRAR EM Sortelha, É COMO ENTRAR NA IDADE MEDIA"
José Saramago





 Sortelha e a sua história ficará eternamente gravada na literatura portuguesa. José Saramago sabia e reconheceu a importância das aldeias históricas portuguesas. Quando entrou em Sortelha gostou do que viu e viu para lá das pedras e das muralhas aquilo que outros não vêem, não sentem e só pensam nos vinténs oferecidos pelos ventos.

terça-feira, 15 de junho de 2010

DOM DUARTE DE BRAGANÇA DEFENDE A PAISAGEM DE SORTELHA

A revista "Contrabando" publica no seu terceiro número uma entrevista feita a Dom Duarte de Bragança. A dada altura o jornalista quer saber a opinião de Dom Duarte acerca do património, da história, das tradições. Vale a pena dar a conhecer o pensamento deste "herdeiro luso" da monarquia que no meu entender foi decapitada sem dó nem piedade pela república e vejam ao que chegámos!!! Quem se preocupa com a paisagem natural e a construída? Quem deixa construir "os piores mamarrachos" ao lado da aldeia histórica,medieval, de Sortelha?


Sortelha: continuamos a defender o património

Contrabando - Qual a sua opinião sobre a historia, o património, as tradições e cultura linguística, perante a presente globalização económica e a mundialização sociocultural?


Dom Duarte- Quanto mais civilizado e desenvolvido é um país, mais as suas gentes se preocupam em preservar estes valores porque percebem que se estes forem perdidos
ficariam todos muito mais pobres.
Um aspecto que tem sido muito desprezado é que de facto só no Douro e Açores é que é tomada em consideração o conceito de paisagem. Os institutos e entidades estatais protegem (mais ou menos) alguns monumentos mas ninguém se preocupa em proteger a paisagem natural e a construída e por isso grande parte do território nacional encontra-se muito desfigurado tendo caído numa decadência 3º Mundista. Ao lado de monumentos belíssimos deixam construir os piores mamarrachos até em locais tão importantes como a Torre de Belém ou a Sé do Porto, aldeias medievais desfiguradas por casas de emigrantes ou monumentos desfigurados por obras de arquitectos atrevidos, ignorantes ou sem qualquer respeito para com a nossa memória construída. A única alternativa possível é a de iniciativas como a do vosso Jornal, Associações, Movimentos Culturais, algumas Câmaras Municipais mais esclarecidas liderarem um movimento para o respeito e protecção da nossa paisagem e memória do nosso futuro.

Contrabando - Fala-se de economia sustentável, de ecologia e de bem-estar, como conjuga estes três factores?

Dom Duarte - Estes 3 factores são complementares e cada vez mais importantes para termos um futuro viável. A liberalização descontrolada do comércio Mundial está a arruinar regiões e povos e tem que ser controlada usando critérios como estes que referiu.
Importar o mesmo que se produz local ou nacionalmente é errado sobretudo quando se pensa na poluição provocada pelo transporte desses produtos ou quando são produzidos em países que não respeitam o ambiente e os Direitos Humanos. Mas temos que começar por ser nós próprios a fazer as escolhas certas quando compramos produtos

Podem ler a entrevista completa aqui:





segunda-feira, 14 de junho de 2010

SORTELHA: A ALDEIA NO GUIA TURÍSTICO

Acaba de ser editado o "Guia Turístico das Aldeias Históricas de Portugal". Este guia foi apresentado no passado dia 10 de Junho, em Trancoso, concebido e produzido pela "Olho de Turista", membro da Associação do Desenvolvimento Turístico das Aldeias Históricas de Portugal. Trata-se de um livro que divulga percursos, receitas e oferece descontos. A obra promove as 12 aldeias históricas portuguesas e Sortelha é uma delas. O novo guia divulga diversas áreas: infra-estruturas, recursos turísticos, património, artesanato, produtos típicos,tradições...como já referi, inclui talões de descontos, por exemplo, nas dormidas e refeições em diversos estabelecimentos.
O Guia tem mais de 350 páginas e tem um custo de 16 euros.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O PATRIMÓNIO DE SORTELHA

   A aldeia histórica de Sortelha possui um património de infinita riqueza. Este património pode funcionar como motor de desenvolvimento da região. Reconhecer o valor do passado, proteger e valorizar o seu património histórico, rural, cultural e paisagístico, torná-lo mais conhecido e até interactivo é uma das tarefas das entidades oficiais e da população de Sortelha, que deve ter orgulho no valor que a aldeia realmente tem.
   "...Não vendam, disse-lhes, a herança que os nossos pais nos deixaram.
    Nela está escondida um tesouro. Não sei onde, mas com um pouco de trabalho descobri-lo-ão..."
                                            ( Jean de La Fontaine, Fábulas )


domingo, 6 de junho de 2010

A ASSOCIAÇÃO DAS CASAS HISTÓRICAS DE RIBA CÔA EXIGE ESCLARECIMENTOS DA C.M.SABUGAL

  Sortelha-27-05-2010
Este é o aviso à entrada para as obras do Sub-Parque Eólico de Sortelha

A notícia está publicada aqui:

A Associação das Casas Históricas de Riba Côa quer a Câmara esclareça todas as dúvidas que esta obra tem. Esta associação tem como finalidade divulgar e preservar o património histórico de Riba Côa. Alguns elementos desta associação são proprietários de casas históricas que os seus antepassados edificaram e que querem continuar a preservar. Na Aldeia Histórica de Sortelha o Solar Nª.Srª.da Conceição  é propriedade da senhora Viscondessa de São Sebastião, D.Luísa Lasso de La Veja e Pedroso Charters, grande dinamizadora da aldeia.Há também casas históricas na Ruvina, Vilar Maior, Freineda, Castelo Bom, Almeida, Reigada, Pinhel, Mata de Lobos, Castelo Rodrigo e Almendra.


quinta-feira, 3 de junho de 2010

FALAR CLARO

Falar Claro, é o título da crónica da autoria do senhor João Valente, colaborador do blog Capeiaarraiana em que o autor fala claro acerca das Torres eólicas que estão a ser montadas na envolvente à Aldeia Histórica de Sortelha. Eis parte desse artigo de opinião:




Sortelha é uma aldeia medieval, que proporciona aos visitantes uma viagem no tempo, ao passado medieval. É nisto que consiste a grande e rara riqueza de Sortelha, a sua alma, e faz dela a jóia rara, que é património não só dos seus habitantes, como de toda a comunidade municipal.
Construir torres eólicas no seu perímetro amuralhado, ou à vista dele, fora do contexto da época histórica para a qual a aldeia nos remete, é tão ridículo como ver aviões a jacto num filme sobre os meios de transporte do século XIX. O realizador que tivesse este devaneio criativo, sujeitava-se à chacota pública, pelo caricato e estupidez da situação. Quem via um filme tão mau?
Pois as eólicas nas condições de Sortelha, matam a razão da sua existência, porque são completamente anacrónicas naquele contexto espacio-temporal, como os jactos no filme sobre meios de transportes do século XIX. Nenhum turista quer viajar a um passado medieval que uma autarquia permitiu reinventar com umas modernas torres eólicas. O conceito turístico «viagem ao passado medieval» pura e simplesmente fica destruído com isto. Passa a ser ridículo chamar a Sortelha «aldeia histórica». Com as eólicas já não é medieval e histórica, mas do século XXI e actual… Percebem ao menos isto?
Construídas as eólicas, bem podem derrubar também as muralhas, que já lá não estão a fazer nada. Aproveitem a pedra e vendam-na também para Espanha, como a electricidade!
É um resultado tão nefasto, que «Es gran servicio […] quitar tan mala simiente de sobre la faz de la tierra».
Meus amigos, este crime que estão a fazer a todo o concelho, nem a falta de educação de que falei, o justifica. Cada indivíduo, independentemente da educação, porque é livre, tem a faculdade de escolher entre o bem e o mal, entre o dever e o egoísmo…
A responsabilidade deste crime, é por isso, tanto colectiva como individual! Que ninguém lave dela as mãos como Pilatos…
Se deixarmos erguer estes moinhos de vento no rico passado histórico de Sortelha, como fatalidade inevitável da falta de educação de uns quantos Sancho Pança, «nem somos homens, nem somos nada!»
Por isso interpelo cada um dos Sabugalenses:
«Si tienes miedo, quítate de ahí, y ponte en oración en el espacio que yo voy a entrar con ellos en fiera y desigual batalla»!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente
Nota: Aconselho a leitura completa do artigo e respectivos comentários aqui:
http://capeiaarraiana.wordpress.com/2010/06/02/falar-claro/

quarta-feira, 2 de junho de 2010

SORTELHA: PENSAR NO BEM DE TODOS

 Sortelha-Campanário
Nota: clicar por cima das fotos para aumentar a visualização
É urgente tocar os sinos do campanário da Aldeia Histórica de Sortelha. Há que subir até aos sinos e observar os trabalhos que estão a decorrer bem perto das muralhas e do castelo. Não digam que mais uma ou duas torres eólicas não vão alterar a paisagem. Ou que já lá há mais ao lado. Claro que há, eu vi-as do campanário. Mas essas estão mais distantes das muralhas, ao contrário das que agora andam a colocar.E só não sabe quem não lá for ver e imaginar o futuro desta envolvente paisagista da aldeia de Sortelha, que pode parecer uma como tantas aldeias do nosso Portugal. Mas não é, pois Sortelha é um monumento nacional, uma Aldeia Histórica e que deve a todo o custo  ser preservada.
Castelo de Sortelha em Maio 2010
Muralhas de Sortelha ( lado direito andam as obras do parque eólico)
Muralha e Castelo de Sortelha(Maio 2010)
Muralhas de Sortelha

"Parece que os homens primitivos procuravam impor as suas ideias e dominar os outros pela força física. Algumas pessoas ainda hoje utilizam esses métodos. Mas, como ser gregário, o homem foi-se procurando impor por pertencer à casta dominante. Sendo que as características diferenciadoras foram variando: a linhagem, a raça, a classe social, o nível de acumulação de bens materiais, …
Depois, os seres humanos terão percebido que, pelo seu próprio esforço, podiam conseguir realizar coisas bonitas, que os tornavam respeitados, admirados e susceptíveis de serem seguidos pelos outros. Na ciência, nas artes, na economia, no desporto… Não precisavam de impor, antes iam conquistando.
Mas, alguns, terão percebido que a sua capacidade de realização, crescendo com a sua vontade, a sua paciência, a sua persistência, a sua coragem, a sua determinação, seria tanto maior quanto maior fosse o seu respeito pelas leis universais. Mas também quanto melhores fossem as suas intenções de serem úteis a si próprios, àqueles que os rodeavam de perto - familiares, amigos ou conhecidos - e, mesmo, às pessoas mais distantes - que nem sequer conheciam.
A actuação de seres como Einstein, Gandhi, Teresa de Calcutá ou Nelson Mandela faz-nos ponderar que a verdadeira força não é a física ou das armas, não é a da classe social ou política, não é a económica ou do conhecimento meramente científico. Leva-nos a pensar que a verdadeira força pode abarcar tudo isso, mas está para além de tudo isso.
Faz-nos ponderar que a verdadeira força vibra em cada um de nós, como partículas da Força Universal. Faz-nos sentir como parte integrante dessa Força Universal, embora por vezes, ou muitas vezes, esquecidos dessa realidade. Faz-nos sentir que essa Força Universal está espelhada em cada um de nós, ou seja, que cada um tem em si todo o seu potencial. A explorar de si para consigo, de si para com o Todo. Sem necessidade de impor seja o que for, seja a quem for. Em harmonia, serenamente, com Amor."
Autor deste texto: Luís Portela.
Copiado daqui:


terça-feira, 1 de junho de 2010

Este é o inegável atentado contra o nosso património

A proximidade das eólicas da aldeia histórica de Sortelha prova-se aqui nesta imagem.
Podemos observar do lado direito a muralha da aldeia e um dos locais onde pretendem instalar uma eólica.
Observe-se que se podem ver as maquinas sem dificuldade.
Assim se confirma que o Ex-Presidente da junta de freguesia de Sortelha mentiu com a intenção de enganar as pessoas destruindo com os seus actos um património de todos

É este um enorme crime contra um património histórico de todos, às mãos de gente sem escrúpulos que o destrói em beneficio próprio, utilizando para isso métodos ilegais.

Nós não podemos deixar que Sortelha seja destruída,

E, já somos muitos!

Junta a tua à nossa voz!

Assina também tu a petição online

http://www.petitiononline.com/Sortelha/

Não podemos deixar que isto aconteça!


sábado, 29 de maio de 2010

SORTELHA: A LUTA DESIGUAL

Aqui, em Sortelha, a lei da República Portuguesa não é para todos! Está lá o cartaz com o aviso, mas se algum doutor engenheiro desta empresa me conseguir decifrar este aviso...é mesmo faz de conta que sim e só quem pára e tenta saber pormenores deste Parque Eólico, fica como eu fiquei.
Como se fiscaliza uma obra assim? A Câmara Municipal do Sabugal sabe ou não as obras que licencia?
Este país é mesmo uma república das bananas e dos reis de um só olho. Sortelha, uma das aldeias históricas portuguesas mais visitada por portugueses e por estrangeiros, graças ao senhor Sócrates e aos empresários seus acólitos, coadjuvados por alguns presidentes de Câmara e de Juntas de Freguesia, motivados pela oportunidade de ganharem mais umas alvíssaras, em vez de pensar em formas de poupar energias, lançaram-se a abrir caminhos por esses montes abaixo e acima e onde haja uma brisa aí espetam uma ventoínha eólica. É o progresso meus amigos, temos que cumprir os compromissos das emissões de CO2, temos que dar o nosso contributo para um ambiente mais saudável...contudo, o povinho vai continuar a pagar bem pago a factura da electricidade. E meus amigos, essa factura está cheia, cheia de impostos e só uma pequena parte para pagar realmente a energia gasta.
Sortelha não necessita de mais energia eléctrica. Sortelha, necessita é de estar de braços aberta para receber quem a vier visitar e com a curiosidade em descobrir algo diferente, medieval e ao mesmo tempo contemporâneo e que lhes encha a alma, o estômago e o espírito. Olhem mais para dentro da aldeia de Sortelha. Abram as portas a quem vos deseja conhecer. Tudo fechado em pleno dia, ou quase tudo, porquê? Enquanto andei por cima das muralhas não me fartei de olhar lá para longe e para mais perto. Só me incomodou o ruído das máquinas que continuam a abrir buracos e a partir aquelas pedras que tantas histórias têm para contar. Eu senti-me seguro na muralha do Castelo de Sortelha, estava mais alto que muitos, mas sinto que me falta poder e força para lançar potes de azeite a ferver e impedir o avanço das torres eólicas. Os meus avisos não têm força de lei e sinto que estamos a lutar contra um exército mais forte e mais aniquilador. Mas não se desiste...Sortelha vai acabar por vencer porque ainda há pessoas valentes que docemente nos deixam sair com a vontade de lá voltar.

sábado, 22 de maio de 2010

É assim que Sortelha vai ficar. Alguem pode estar de acordo com isto?

Hoje foi possível confirmar o local de colocação de duas das 17 eólicas que pretendem colocar em Sortelha.
Foi possível observar as maquinas que fazem a terraplanagem, que mostramos aqui nesta imagem.
Estes são apenas dois dos locais confirmados.
Como se pode verificar o local de implantação é extremamente próximo das muralhas de Sortelha.
Na ampliação em cima pode-se inclusivamente ver uma das máquinas.
Será que alguém pode aceitar isto?
Tivemos o cuidado nesta projecção de ser rigorosos com a dimensão das eólicas e com o local onde pretendem instalar estas duas, sabendo que no total são 17, podemos imaginar o grau de destruição
Nós não podemos deixar que Sortelha seja destruída,

E, já somos muitos!

Junta a tua à nossa voz!

Assina também tu a petição online

http://www.petitiononline.com/Sortelha/

Não podemos deixar que isto aconteça!