sábado, 20 de novembro de 2010

PARQUES EÓLICOS: A VERDADE INCONVENIENTE


 Turistas nas muralhas de Sortelha

Escreve quem é entendido na matéria:
Guilherme Coelho:
Um parque eólico, ou uma única unidade de energia eólica, podem provocar danos vibracionais no ambiente próximo, que não estão divulgados, mas são do conhecimento corrente no domínio da biologia da habitação. Sou entendido na área, e se alguém estiver interessado em conhecer, posso mandar-lhe
informação. Não sou missionário, sou técnico. Em França, nomeadamente na Bretanha, onde há muitos parques eólicos, há problemas com perturbações bio-energéticas que são transmitidas no terreno por falhas geológicas ou por linhas de àguas subterrâneas. Em consequência, frequentemente há riscos em explorações agropecuárias, em que os animais não comem, não têm sémen suficiente ou não dão leite. Um dos meus professores em França dedica-se a corrigir estas situações com dispositivos que são aplicados junto aos cabos dos pára-raios dessas instalações eólicas, para que os animais voltem à sua vida normal. Por vezes, estão a quilómetros de distância e é necessário um estudo geomorfológico. Em caso de não protecção, o resultado está à vista, para animais e para humanos. Só que os humanos resistem mais, até chegarem às doenças degenerativas. Fico ao dispôr. Num dos links do meu website há informação sobre estes casos, em www.geohabitat.pt

   

ALDEIA HISTÓRICA DE SORTELHA: UM OUTRO OLHAR

 A Nova Reflorestação Portuguesa

(Clique com o rato em cima da foto...não aconselhável a pessoas sensíveis aos valores históricos e patrimoniais do nosso país)

«Como filho e neto desta linda terra que vive longe, não consigo deixar de ficar triste. Confesso um sentimento de culpa pela distância e pela incapacidade de poder fazer algo. Não serão suficientes as lamentáveis notícias de incêndios florestais que ano após ano dizimam aquela bonita paisagem?? Como se isso não fosse suficiente, ao invés de se plantarem novas árvores plantam-se estas coisas.... quem ganha com isto???
Não terão proprietários e autoridades locais e população nada a dizer? Ou pensarão que uns míseros tostões que eventualmente recebem pela instalação destas coisas são algo comparado com a riqueza histórica destas paragens... não será preferível a união para transformar esta terra num exemplo ?? (como o de Óbidos) ao invés de retalhar a nossa história???

Como é possível? É um miserável par de unidades que faz tanta diferença à REN, EDP, ou o que sejam, ou ao país»?
Mário, Setembro de 2010

sábado, 2 de outubro de 2010

O LOGRO DAS RENOVÁVEIS



 “E de renováveis também não percebo nada, pago-as, com o resto dos parolos, na factura da EDP. De resto, toda a gente acha que são muito boas para a saúde e para o ambiente. O pior é que, curiosa de uns tantos comentários, fui pesquisar na net, e pesquisando fui parar a uns blogues onde a discussão sobre renováveis e o seu custo me parece cientificamente descrita por gente que percebia do assunto e onde fiquei a saber como é que o ex-ministro foi parar a NY. A EDP pagou. No “Jornal de Negócios online”, uma notícia assinada por Helena Garrido, deu-nos conta disso, a 13 de Agosto de 2010. A EDP fez uma doação de montante desconhecido à SIPA ( School of International  and Public Affairs) de Columbia, e criou um mestrado em NY, uma cidade adorável e um semestre no ISCTE em Lisboa, menos adorável, mas encantadora para estrangeiros.
   Longe de mim comparar o meu desconhecimento do tema das renováveis com o know .how de Manuel Pinho nesta súbita especialidade mas fiquei a saber, ao cabo de horas de pesquisa, que a factura desta nova forma de energia nos custa agora 700 milhões de euros. A ERSE ( Entidade Reguladora Serviços Energéticos ), descobriu uma coisa chamado o défice tarifário, mais de 200 milhões de euros, que tem de ser abatido em 2010 em 129 milhões de euros ( notícia TSF online ). Neste défice tarifário, que ninguém sabe o que é exactamente, incluem-se os “custos das renováveis”. E como vamos pagar o défice? Mais um euro nas nossas facturas em 2010; multiplicado por milhões é adorável. O preço do petróleo diminuiu e continuamos a pagar a electricidade cara. O consumo também diminuiu, advinhem porquê: não há dinheiro dos parolos para pagar a factura.
   A discussão fica interessante quando percebemos o logro das renováveis. Não como conceito mas modo de aplicação em Portugal. Descobri que a EDP Renováveis vende à EDP com lucro fabuloso e a EDP vende ao consumidor com mais lucro. Descobri  que essa energia custa três a seis cêntimos a ser produzida e nós pagamos 17 cêntimos. Descobri que a EDP ultrapassou o máximo razoável de potência eólica instalada e que a exportação rendeu menos do que o custo; e descobri que o senhor primeiro ministro, outro especialista de renováveis, instalou em S.Bento uma T.Urban, turbina eólica do INETTI, que desde Novembro de 2007 teria produzido 8KW por hora, o que daria para alimentar uma lâmpada de poupança. Verdade ou mentira? A discussão é científica e merecia ser investigada. Para sabermos quem são a chamada “máfia do vento” ( promotores das eólicas, governantes, autarcas que recebem uma comissão ) como lhes chama um bloguer com formação na área e que é a favor das eólicas”.
Autora deste texto: Clara Ferreira Alves, na revista Única ( Expresso ) de 2/10/2010

Pode saber mais aqui:

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

SORTELHA A PINCEL

Este ano, a ADES escolheu a aldeia histórica de Sortelha para realizar a 9ªedição do "Pintar Sabugal"
Programa: Dia 17 (Sabugal) - 18h00: Recepção dos Pintores Convidados; 19h00: Inauguração da Exposição dos quadros do Pintar Sabugal `09 (Museu do Sabugal); 21h30: Realização de caricaturas na Aldeia Histórica de Sortelha; Dia 18 - 9h30: Pintura ao vivo no Largo do Corro na Aldeia Histórica; 20h00: Conclusão dos Trabalhos e exposição dos mesmos
Local: Aldeia Histórica de Sortelha
Organização: ADES - Associação de Desenvolvimento Local de Sabugal

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

AS ENERGIAS DOS SUBSÍDIOS





“Se pegarem na energia do vento e a armazenarem, quer por bombagem, quer por utilização da gaseificação a plasma para produção de combustíveis, irão ver que custa menos do que preparar o petróleo. Dirão que o kWh do vento já é suficientemente caro para ser armazenado. Não, o kWh eólico não tem por que ser caro, é caro porque existem os subsídios.

E o exemplo que dou é das lojas de chineses que operam em Portugal. Portugal assinou com a China um tratado em como dá regalias aos chineses que abrirem lojas em Portugal, em troca de poder entrar também no mercado chinês com os seus produtos. Entre essas regalias está o pagamento de metade das rendas das lojas, isenção de pagamento de segurança social por 3 anos aos chineses empregados nas lojas. Muitas são as aldrabices que eles fazem para cá ficar, mas o maior problema é das rendas. Os donos das lojas, sabendo que o governo paga metade da renda, pedem muito mais de renda aos chineses do que pedem a portugueses.

Os fabricantes de aerogeradores também, sabendo que há subsídios, pedem muito mais pelos aerogeradores do que eles realmente valem.

E o mesmo acontece também com a indústria farmacêutica. Sabendo que o estado paga, pedem muito mais pelos medicamentos. Escandaloso? Sim, os subsídios é que são um escândalo. Mas há a tendência de culpar os exploradores que apenas seguem o mercado. Eu, por exemplo, que sou diabético, pago 3,58 euros por 50 tiras do glicosímetro mas se comprar sem receita pago 23 euros. O estado (nós, povo) paga cerca de 20 euros às farmacêuticas por cada caixinha de tiras!!!!!!!!!

É o que acontece com as «energias renováveis» subsidiadas também.



Por Henrique Sousa – 06/09/2010

O artigo pode ser lido aqui:
http://horabsurda.org/2010/09/06/se-a-estupidez-fosse-musica/

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SORTELHA:AS ILEGALIDADES ESTÃO À MOSTRA


Em nome de todos aqueles que estão contra a localização das torres eólicas nas terras envolventes da Aldeia Histórica de Sortelha, venho felicitar o senhor Dr.João Valente e agradecer o trabalho apresentado no Capeiaarraiana. Está agora, mais do que nunca, esclarecido e fundamentado o alerta e as ilegalidades que o movimento “Vamos Salvar Sortelha” lançou. A petição on line “Vamos Salvar Sortelha” conta neste momento com a participação de 1135 assinaturas, vindas dos quatro cantos do mundo. Quero aqui lembrar que tudo começou quando um dos moradores de Sortelha, deu o alerta e deitou a “boca no trombone” para dar a conhecer ao mundo os planos do “atentado” à medieval, histórica e original ( única ) aldeia histórica de Sortelha. Hoje vive fora do concelho do Sabugal porque a sua permanência na aldeia e na região, era incómoda para alguns senhores e foi mesmo obrigado a encerrar o seu negócio, só porque quis defender uma paisagem e uma aldeia que são pertença do universo. E agora que as ilegalidades estão esclarecidas, vamos ou não avançar para uma acção popular?
Leiam o artigo do Dr.João Valente aqui:






terça-feira, 17 de agosto de 2010

A DÍVIDA QUE TODOS VAMOS PAGAR

Em 27 de Maio deste ano, este Aviso não avisava de nada.

Aviso a 27 de Maio de 2010


   Chamámos à atenção deste facto e quando a 5 de Agosto voltei ao local, encontrei este:

Aviso a 5 de Agosto de 2010

   Leram bem o que está escrito?
   Quem é o titular do Alvará?

   A União Europeia tem até 2013, milhões de euros de subsídios para distribuir pela indústria das eólicas. A energia é ecológica e amiga do ambiente, mas também atrai charlatães de todos os tipos. Alguns conseguimos saber quem são, mas outros ninguém os conhece.
   As autoridades espanholas, francesas, italianas e alemãs têm andado muito ocupadas nos últimos meses.

 Reportagem do International Herald Tribune:

   


"Esta e outras investigações que decorrem na Europa trouxeram a lume abordagens, por vezes desgovernadas, do sector eólico, em rápido desenvolvimento. Com mais de seis mil milhões de subsídios estruturais e agrícolas reservados para energias renováveis, por um período de 13 anos que termina em 2013, esta relativamente nova área de actividade a que os peritos dão o benefício da dúvida, porque tem uma imagem amiga do ambiente aparentemente acima de qualquer crítica, dispõe, pois de um pecúlio atraente.
As autoridades dizem que é impossível determinar o nível de fraude na despesa pública passível de ser relacionada com a energia eólica, porque as investigações estão distribuídas, nos diferentes países, entre polícia fiscal e regional. Os críticos dizem que os controlos de fundos dispersos são um incentivo para que uma multidão de políticos e empresários corruptos extraia dinheiro fácil… ao sabor do vento.
Os investigadores têm estado bastante ocupados nos últimos meses. Cinco nacionalistas corsos foram detidos e obrigados a repor 1,54 milhões de euros de subsídios europeus para parques eólicos. Em Itália, decorrem três investigações e foram detidas 15 pessoas no mês passado, numa operação a que a polícia chamou "E tudo o vento levou". É descrito como um esquema complicado, do tipo Dona Branca, e que desviou 30 milhões de euros de apoios da UE.
O esquema é elementar: uma turbina normal de dois megawatts custa cerca de 2,75 milhões a construir e produz cerca de 275 mil euros por ano em venda de electricidade a preços de mercado. Mas esse rendimento pode quase duplicar, com os incentivos estatais especiais como prémio às energias renováveis. Em muitos países, os produtores de energia eólica estão a receber tarifas da alimentação – prémios especiais acima do valor de mercado como bónus para a energia renovável – ou taxas especiais por contratos de 15 a 25 anos.
Richard Robb, investidor em parques eólicos em França e na Alemanha, diz que, mesmo sem ventos muito enérgicos, essas tarifas representam um rendimento confortável para os accionistas. Na Alemanha, o seu parque eólico recebe cerca de 83,6 euros por megawatt/hora, quando o preço no mercado livre varia entre 30 e 70 euros – um retorno de 15%.
Nas Ilhas Canárias, onde há 44 parques, os dois casos que conduziram à detenção dos funcionários públicos e empresários, com acusações de tráfico de influências e corrupção, foram apanhados graças a milhares de escutas telefónicas. Os investigadores da Guardia Civil escutaram conversas que envolvem os empresários de Santa Lucía e os funcionários municipais, acusados de urdir um negócio secreto para transformar terrenos privados perto da praia de Pozo Izquierdo em terreno municipal – porque era maior a probabilidade de os subsídios serem concedidos para parques eólicos em terrenos públicos. Estavam em jogo quase 40 milhões de euros de um fundo de apoio da UE aos territórios periféricos de Espanha. 
Investigações similares estão a decorrer na Sicília, berço do aproveitamento público da energia eólica em Itália. A operação "E tudo o vento levou" fez com que as autoridades descobrissem um elaborado esquema para receber fundos da UE, diz o coronel Mario Imparato, da Guardia Financeira. O esquema envolveu uma elaborada rede de empresas do ramo; uma conseguia obter fundos da UE, usava uma parte para a construção e punha o resto fora de Itália. As empresas no estrangeiro mudavam o dinheiro para outra empresa que se candidatava a um novo fluxo de subsídios da UE.
Uma investigação separada, com o nome de código "Aeolus", na zona ocidental da Sicília, conduziu à detenção de sete pessoas, com julgamento marcado para Janeiro. Neste caso, o Ministério Público alega que o crime organizado limitou-se a adaptar técnicas antiquadas, como subornos, para fazer dinheiro com a nova fonte de energia. Isso incluiu 75 mil euros e um Mercedes dados a um vereador para votar a favor de um parque eólico". 
   E o que se passa em Portugal? Seremos todos bons utilizadores dos subsídios europeus?
QUANTO CUSTAM AS EÓLICAS AOS PORTUGUESES?
QUANTO CUSTARIA  DEIXAR DE TER EÓLICAS À VOLTA DA ALDEIA HISTÓRICA DE SORTELHA?
   As eólicas estão a crescer no nosso país, porque o Governo garante a venda da electricidade produzida, mesmo que ninguém a compre.É nada mais nada menos que mais uma dívida  escondida e que todos os portugueses vão ter de pagar aos senhores que investiram nas torres eólicas. 
E assim vai o nosso país!!!



















sexta-feira, 6 de agosto de 2010

AI SORTELHA...QUE TE ESTÃO A FAZER?


 A cada dia que passa a dor aumenta. Não há quem faça parar estes exércitos. Com tanto poder ferroso e com tantas máquinas, os verdadeiros "lagartixas" sentem-se incapazes de parar esta guerra. Podemos agora perder esta batalha, mas Deus nos dê saúde e lucidez para daqui a uns anos podermos assistir à vitória mais importante.

SORTELHA: PORQUÊ TÃO PERTO?

 Pés nas muralhas de Sortelha e olhares incrédulos


A construção do Sub Parque Eólico de...continua a destruir o património natural da área envolvente à Aldeia Histórica de Sortelha. É preciso ir a Sortelha, subir algumas ruas ou subir junto do castelo para perceber as razões do nosso descontentamento. Não somos contra as energias renováveis, neste caso concreto, a energia eólica. Também sabemos que por aqui sopra muito vento. Nós somos é contra a localização destes aerogeradores eólicos e reprovamos as obras que aqui estão a efectuar. Não é necessário recorrer ao zoom da máquina fotográfica, o nosso olhar deixa-nos mais tristes e a foto não consegue transmitir realmente aquilo que se está a passar a umas centenas de metros de nós. Os turistas que encontrei nas muralhas ficaram pasmados com o cenário. Estão demasiado próximas da Aldeia Histórica e a paisagem, mesmo que se tratem de pedras, fazem também parte da vivência histórica de Sortelha. Dói-me ver estes investidores que apenas procuram o lucro. O dinheiro seria mais bem investido se entrassem no interior das muralhas, até porque as portas estão sempre abertas, percorressem as ruas, visitassem a Igreja Matriz e ali, num silêncio medieval, meditassem no que realmente faz falta a esta gente para viverem em melhores condições, para receberem melhor os que as visitam e a terem esperança num amanhã melhor.


OS CEGOS DE SORTELHA!

sábado, 31 de julho de 2010

SORTELHA: CRIANÇAS A MENOS E EÓLICAS A MAIS

 A velha de Sortelha intacta

Há dias, o Parlamento da Catalunha, aprovou uma proposta assinada por 180 mil pessoas que proíbe as touradas naquela região a partir de Janeiro de 2012. Touradas em Espanha são uma tradição secular, mas que aos poucos vai tendo gente que pensa de forma diferente.  E a votação do Parlamento foi o resultado de uma petição levada ao Parlamento por um grupo de cidadãos liderados pela plataforma Prou. A principal praça de touros de Barcelona, uma das mais antigas de Espanha, vai ficar vazia, uma vez que o apoio à petição ganhou tanta força que marcou a diferença. O movimento de cidadania ( não de pessoas irresponsáveis ), foi determinante na mudança da lei, como o também podia ser o movimento "Vamos Salvar Sortelha" caso houvesse mais vontade das autoridades em aceitar que por vezes erram nas suas decisões.
Esta decisão tomada pelo Parlamento da Catalunha é um exemplo para que "todos os cidadãos que acreditam e lutam que vale a pena exercer o direito de apresentar, individual ou colectivamente, aos  orgãos de soberania. aos orgãos da nossa região ou a quaisquer outras autoridades petições, representações, reclamações ou queixas para a defesa dos seus direitos, da Constituição, das leis ou do interesse geral e, bem assim, o direito de serem informados, em prazo razoável, sobre o resultado da respectiva apreciação".-Artº52º(Direito de Petição e Direito de acção popular).
O movimento cívico "Vamos Salvar Sortelha" continua com uma petição online, tendo até este momento recolhido 1122 assinaturas, todas com o intuito de impedir a destruição da envolvente paisagística e histórica de Sortelha. As obras do parque eólico nas imediações da Aldeia Histórica de Sortelha estão a avançar a um ritmo assustador e têm recorrido ao uso de explosivos para destruir o meio ambiente, mesmo que de rochas se tratem. Não é uma obra no litoral algarvio, porque aí todos os lobbys do turismo sairiam em defesa dos seus hotéis, condomínios luxuosos ou montes parasidíacos dado que iriam afastar os turistas. Mas, Sortelha fica no interior, não há interesses a defender e fiados nas ilusões dos investidores baixam os braços e aceitam umas notas de euros para que os terrenos rendam já que o trabalho dá muita canseira.
Em Sortelha, pelos caminhos que servem as eólicas, o Presidente da Câmara do Sabugal, engenheiro, já rabiscou um projecto de por exemplo, cito frase da entrevista dada ao Capeiaarraiana:"para um centro interpretativo da energia ao longo da história".Fim de citação.

E que pensa fazer com os outros caminhos dos outros parques eólicos de Malcata, Aldeia Velha, Fóios...as aldeias estão a entrar num autêntico campeonato para ver quem consegue exibir mais torres eólicas!!! Nestes últimos tempos tenho visto nascer à volta das serras do concelho do Sabugal mais torres eólicas do que crianças nas maternidades da região. É duro, é triste, mas a realidade é mesmo esta. E eu não sou contra as energias renováveis. Eu sou contra a forma como estão a aparecer os parques eólicos, escondidos nos sub-parques, fugindo assim, a muitas condicionantes que reprovariam a construção dos mesmos. O pior é que as autoridades sabem destas jogadas e aprovam com pareceres favoráveis. O preço destas irresponsabilidades e destas "engenharias" vai ser muito caro e além do impacto visual e ambiental, a região poucos benefícios directos da energia eólica irá beneficiar. São os consumidores das grandes cidades do litoral, que são os grandes consumidores de energia, que beneficiarão, mas são as pessoas do interior a aguentar e a suportar os estragos. Infelizmente, muitas pessoas do interior, muitas pessoas das nossas aldeias beirãs, continuam a acreditar que o desenvolvimento está em ter barragens, auto-estradas, centros comerciais, parques eólicos. Aqueles que vivem no interior vivem demasiado concentrados a compararem-se com os que vivem no litoral. As pessoas do interior deviam era lutar pela vida, pelo aumento da natalidade, porque sem pessoas de nada serve tudo o que nos rodeia. Deviam lutar pela melhoria das estradas nacionais, por exemplo, a Nac.233(Sabugal-Guarda) e outras, pela coesão do concelho, pelo desenvolvimento das estruturas já existentes. O turismo é uma das alavancas para salvar a nossa região. Apoiar os empresários da nossa região, acarinhar e incentivar aqueles que diariamente trabalham para que as pessoas que nos visitam se sintam bem recebidas, comam e levem as nossas tradições, a nossa cultura e voltem mais vezes, simplesmente porque foram amados.
A região já tem as barragens e os parques eólicos suficientes. Abandonem esse campeonato de ser a aldeia que mais eólicas tem na sua terra. Preservem a paisagem, as culturas, as tradições e a história.
Mas será mesmo isso que todos queremos?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

OS PODERES DOS PODEROSOS

AS CONTRADIÇÕES DO PRESIDENTE DA CÂMARA DO SABUGAL





Em 15 de Abril declarou ao Jornal “Interior” isto:
«Embora seja uma preocupação legítima, não será da população em geral, mas antes de um círculo restrito de pessoas», reage o presidente da Câmara do Sabugal. António Robalo refere que a autarquia licenciou o parque depois de terem sidos agregados todos os pareceres necessários, que, «como se sabe, requerem grande rigor». De resto, o terceiro parque eólico do concelho foi entregue ao consórcio Eneope «depois do Governo lançar concurso público, e faz parte de uma estratégia nacional de desenvolvimento sustentável», lembra. Trata-se de um investimento de 130 milhões de euros e abrange, além de Sortelha, as freguesias de Águas Belas, Pousafoles do Bispo, Penalobo, Bendada e ainda Benespera (concelho da Guarda) e Maçaínhas (Belmonte). No total, está prevista a montagem de 50 torres eólicas”.



Na entrevista dada ao “Capeiaarraiana” esta semana  respondeu desta forma:
O que pensa da decisão do licenciamento do parque eólico no campo visual da Aldeia Histórica de Sortelha?
Vou responder como Presidente da Câmara Municipal do Sabugal. Os processos dos aerogeradores do tipo torre eólica estão normalizados e quando entram nos serviços camarários obedecem, normalmente, a todos os requisitos legais e são de fácil aprovação. Desde que a empresa apresente no processo instrutório os documentos de todas as entidades exigidas por lei as autarquias não tem qualquer forma legal de impedir a aprovação e licenciamento dos projectos. Agora é evidente que no caso de Sortelha seria interessante saber se há pareceres adicionais de técnicos da área do Ambiente ou do IGESPAR ou de entidades ligados aos monumentos nacionais. De qualquer forma tive, recentemente, a excelente notícia da Tecneira, empresa que é responsável por dois parques eólicos no concelho – Soito e Malcata – que vão acrescentar mais 11 aerogeradores nas duas localidades. O processo foi-me entregue em mãos, chamei a directora de Planeamento e Urbanismo da Câmara que, depois de analisar os aspectos técnicos e se tudo estiver conforme despacha favoravelmente. Os acessos aos parques eólicos criaram oportunidades, por exemplo, para um centro interpretativo da energia ao longo da história que podia ser feito num percurso ao longo das sete eólicas de Sortelha.
Ler aqui:
 http://capeiaarraiana.wordpress.com/2010/07/27/grande-entrevista-a-antonio-robalo-2/

  O que vemos e sentimos em Sortelha é a paisagem a ser destruida, rasgada e alterada com a implantação das torres eólicas. Não há dó nem piedade. Eles mandam e quem for contra é considerado "indesejado" na terra e "causador de problemas". Infelizmente, nas nossas terras raianas quem tem poder, seja de que género for, as suas ideias e decisões são seguidas e defendidas com unhas e dentes, mesmo que essas decisões sejam precipitadas e egoístas. E, segundo as  palavras do presidente Engenheiro António Robalo, "os parques eólicos criaram oportunidades, por exemplo, para um centro interpretativo da energia ao longo da história que podia ser feito num percurso ao longo das sete eólicas de Sortelha", outra oportunidade que foi criada é a de "as acessibilidades construídas para chegar às torres poderem ser utilizadas em situações de prevenção e combate a incêndios". Mas que ideias tão, tão oportunistas, tão espectaculares!
Hoje a Câmara Municipal realiza a sua Reunião na Aldeia de Sortelha. Cuidado com os explosivos que estão a ser utilizados nas obras do parque eólico, é que assustam e fazem tremer as entranhas da montanha enfurecem os amigos de Sortelha. Dói ver destruir aquilo que estava bem feito.