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sábado, 8 de outubro de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
A TRANSPARÊNCIA E JUSTIÇA ACIMA DE TUDO
O semanário "Expresso" publica hoje um texto com este título:
A TROIKA E OS PREÇOS DA ELECTRICIDADE
"Os custos de interesse económico geral que agrupam os sobre-custos gerados pelo apoio político à eólica, foto-voltáica e co-geração, bem como as compensações às térmicas ( CAE e CMEC ), são tratados no Eurostat como se fossem taxas e outros impostos, por comunicação manipulada do Governo anterior, quando são, como tenho explicado, custos de produção energética! Com esta habilidade o lobi eólico e a eléctrica nacional têm dito que os nossos preços de electricidade são inferiores aos da UE! Com a metodologia correcta, esses preços facturados aos consumidores domésticos são dos mais caros de toda a UE a 27, com a excepcção de três países.
A OCDE também mostrava recentemente que os nossos preços para os domésticos eram superiores em 61% à média dos países da OCDE.
Por outro lado, o Governo anterior mantinha na electricidade um IVA inferior ao mínimo imposto pela legislação comunitária para artificialmente ajudar a passar a ideia de que os nossos preços se comparavam favoravelmente com os europeus. A troika veio obrigar a repor a legalidade comunitária e os nossos consumidores verão a sua factura subir substancialmente devido à correcção do IVA .
Mas a troika disse que se deveriam renegociar os contratos existentes. À priori, tal não parece muito canónico num Estado de direito, em que se devem respeitar os compromissos assumidos. Mas é conveniente lembrar que os pensionistas do regime contributivo, cuja pensão é calculada através do que pagaram ao longo da carreira contributiva, já levaram um corte face aos compromissos que o Estado tinha assumido com eles.
Então porque é que os promotores de renováveis, que têm um lauto banquete à custa do preço político imposto aos consumidores, não deverão também dar uma contribuição especial à pátria?
Há também que tornar "renovável" o esforço nacional".
Autor deste texto copiado do Expresso de 23/07/2011: Luís Mira Amaral, professor catedrático.
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
O QUE É UMA ALDEIA RICA?
Sortelha, a histórica, a medieval e aquela que os portugueses e estrangeiros procuram nos mapas e um dia visitam porque é uma memória da vida dos nossos antepassados, porque é considerada uma relíquia no conjunto das Aldeias Históricas portuguesas, aos olhos dos que apreciam este património, mesmo antes de entrar nesse mundo medieval, o nosso olhar e os nossos ouvidos vêem e ouvem os movimentos e os barulhos daquelas torres eólicas que são, por agora, máquinas de ganhar dinheiro mesmo estando os seus donos a dormir.
Assim sendo, há razões para pensar que Sortelha está mesmo mais pobre:
Um dos casos que mais me indigna é o de Sortelha. Veja-se, na foto de baixo, como destruíram a imagem da aldeia histórica. Fotografa-se o castelo, por exemplo, e lá estão as ventoinhas, como uma espécie de ameaça ao património histórico. O que fizeram àquela bela aldeia (e que Sortelha aceitou, talvez por necessidade) é uma vergonha! Há valores que são... impagáveis.
Publicada por Américo Rodrigues em Domingo, Julho 17, 2011
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
REFLEXOS DE UMA VISITA A SORTELHA
Grupo de Turistas de Setúbal em Sortelha
Ezequiel Alves Fernandes, responsável pelo Clube Associativo Desportivo dos Trabalhadores da Portucel de Setúbal, natural da Bismula, sabedor da riqueza e das potencialidades turísticas das Terras de Ribacôa, organizou nesta passada quadra pascal uns dias de ócio para os seus amigos do clube. A Localvisão seguiu os turistas e fez uma excelente reportagem. O Jornal Cinco Quinas ( versão on line ) publicou um texto escrito pelo nosso conterrâneo Ezequiel a que deu o nome "Reflexos de uma visita a Sortelha".
Hoje vemos a aldeia de Sortelha rodeada de torres eólicas. Os habitantes, na sua maioria, continuam acomodados e tudo continua como dantes. Alguns turistas também não exteriorizam totalmente os seus sentimentos em relação a este tema. Mas Ezequiel organizou, planeou e levou a sua missão até ao fim. E como raiano que é, escreveu sobre o que viveu nestes dias:
"Em Sortelha encontramos um livro aberto da nossa história colectiva, enriquecida com inúmeros monumentos, merecendo um estudo atento. A aumentar a curiosidade cultural admirávamos uma Exposição itinerante da autoria de João Reis, com peças de granito, espalhadas estrategicamente e com cenário natural adequado por diversos locais desta antiga povoação, que apesar de tudo ainda mantém a sua traça arquitectónica e urbanista primitiva. Pena é que à sua volta estejam a descaracterizar onde já existem eólicas, como fantasmas quixotescos. São os sinais dos tempos?"
Obrigado, Ezequiel.
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domingo, 3 de abril de 2011
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
SORTELHA: ALDEIA MEDIEVAL QUASE DESERTA
Desde a Idade Média que existem parques de diversões. Estes espaços têm levado as pessoas ao longo dos tempos a viverem momentos únicos de diversão, por vezes viajando até mundos longínquos do passado ou imaginários. Os parques temáticos normalmente oferecem passeios excitantes e espectáculos tranquilos, comida, doçaria e tudo aquilo que possamos desejar para desfrutar de um dia que nos faça esquecer a rotina diária e apenas pensemos na diversão.
Por estes dias, alguns jornais noticiaram que o Sabugal pode vir a acolher um Parque Temático Medieval. A ideia do presidente da Câmara do Sabugal é atrair para esta região um parque com atracção internacional e segundo António Robalo, «a ideia seria instalar um parque de diversões que atraísse gente de todo o mundo, um parque que apostasse na divulgação e reinvenção da Lusitânia e dos seus habitantes, com Viriato e Sertório à cabeça», revelou em Junho de 2008 ao Blog Capeiaarraiana.
A ideia parece não estar esquecida e há dias voltou a falar-se e segundo noticia o jornal Terras da Beira, o Presidente António Robalo confirmou a «intenção de um promotor», mas que não revela a sua identidade, em avançar com o tal projecto e António Robalo só fará declarações quando as coisas estiverem tudo « preto no branco».
Como podemos observar pelo vídeo acima, a ideia não é nova e já está concretizada em vários países e com vários Parques Medievais. Investimentos desta natureza requerem muito capital, terrenos, recursos humanos com formação adequada, infraestruturas de alojamento, de restauração, comércio, acessos rodoviários, etc. . Sonhar é verdade que não nos custa dinheiro, felizmente. Pensar grande e levar esses sonhos até à realidade já temos que dispor de muito dinheiro e toda a vontade.
Quanto ao tema escolhido sobre a Idade Média, com o exemplo que temos na aldeia histórica de Sortelha, uma aldeia medieval, que está a ser severamente mal enquadrada no seu valor histórico, patrimonial e cultural por quem sonha com diversões medievais, devia começar já a olhar de outra forma para esse maravilhoso parque temático que é a Aldeia Histórica de Sortelha.
Espero que esse «promotor» não se chame António G. Reis.
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sábado, 2 de outubro de 2010
O LOGRO DAS RENOVÁVEIS
“E de renováveis também não percebo nada, pago-as, com o resto dos parolos, na factura da EDP. De resto, toda a gente acha que são muito boas para a saúde e para o ambiente. O pior é que, curiosa de uns tantos comentários, fui pesquisar na net, e pesquisando fui parar a uns blogues onde a discussão sobre renováveis e o seu custo me parece cientificamente descrita por gente que percebia do assunto e onde fiquei a saber como é que o ex-ministro foi parar a NY. A EDP pagou. No “Jornal de Negócios online”, uma notícia assinada por Helena Garrido, deu-nos conta disso, a 13 de Agosto de 2010. A EDP fez uma doação de montante desconhecido à SIPA ( School of International and Public Affairs) de Columbia, e criou um mestrado em NY, uma cidade adorável e um semestre no ISCTE em Lisboa, menos adorável, mas encantadora para estrangeiros.
Longe de mim comparar o meu desconhecimento do tema das renováveis com o know .how de Manuel Pinho nesta súbita especialidade mas fiquei a saber, ao cabo de horas de pesquisa, que a factura desta nova forma de energia nos custa agora 700 milhões de euros. A ERSE ( Entidade Reguladora Serviços Energéticos ), descobriu uma coisa chamado o défice tarifário, mais de 200 milhões de euros, que tem de ser abatido em 2010 em 129 milhões de euros ( notícia TSF online ). Neste défice tarifário, que ninguém sabe o que é exactamente, incluem-se os “custos das renováveis”. E como vamos pagar o défice? Mais um euro nas nossas facturas em 2010; multiplicado por milhões é adorável. O preço do petróleo diminuiu e continuamos a pagar a electricidade cara. O consumo também diminuiu, advinhem porquê: não há dinheiro dos parolos para pagar a factura.
A discussão fica interessante quando percebemos o logro das renováveis. Não como conceito mas modo de aplicação em Portugal. Descobri que a EDP Renováveis vende à EDP com lucro fabuloso e a EDP vende ao consumidor com mais lucro. Descobri que essa energia custa três a seis cêntimos a ser produzida e nós pagamos 17 cêntimos. Descobri que a EDP ultrapassou o máximo razoável de potência eólica instalada e que a exportação rendeu menos do que o custo; e descobri que o senhor primeiro ministro, outro especialista de renováveis, instalou em S.Bento uma T.Urban, turbina eólica do INETTI, que desde Novembro de 2007 teria produzido 8KW por hora, o que daria para alimentar uma lâmpada de poupança. Verdade ou mentira? A discussão é científica e merecia ser investigada. Para sabermos quem são a chamada “máfia do vento” ( promotores das eólicas, governantes, autarcas que recebem uma comissão ) como lhes chama um bloguer com formação na área e que é a favor das eólicas”.
Autora deste texto: Clara Ferreira Alves, na revista Única ( Expresso ) de 2/10/2010
Pode saber mais aqui:
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
A DÍVIDA QUE TODOS VAMOS PAGAR
Em 27 de Maio deste ano, este Aviso não avisava de nada.
Reportagem do International Herald Tribune:
E o que se passa em Portugal? Seremos todos bons utilizadores dos subsídios europeus? QUANTO CUSTAM AS EÓLICAS AOS PORTUGUESES? QUANTO CUSTARIA DEIXAR DE TER EÓLICAS À VOLTA DA ALDEIA HISTÓRICA DE SORTELHA? As eólicas estão a crescer no nosso país, porque o Governo garante a venda da electricidade produzida, mesmo que ninguém a compre.É nada mais nada menos que mais uma dívida escondida e que todos os portugueses vão ter de pagar aos senhores que investiram nas torres eólicas. E assim vai o nosso país!!!
Aviso a 27 de Maio de 2010
Chamámos à atenção deste facto e quando a 5 de Agosto voltei ao local, encontrei este:
Aviso a 5 de Agosto de 2010
Leram bem o que está escrito?
Quem é o titular do Alvará?
A União Europeia tem até 2013, milhões de euros de subsídios para distribuir pela indústria das eólicas. A energia é ecológica e amiga do ambiente, mas também atrai charlatães de todos os tipos. Alguns conseguimos saber quem são, mas outros ninguém os conhece.
As autoridades espanholas, francesas, italianas e alemãs têm andado muito ocupadas nos últimos meses.
Reportagem do International Herald Tribune:
"Esta e outras investigações que decorrem na Europa trouxeram a lume abordagens, por vezes desgovernadas, do sector eólico, em rápido desenvolvimento. Com mais de seis mil milhões de subsídios estruturais e agrícolas reservados para energias renováveis, por um período de 13 anos que termina em 2013, esta relativamente nova área de actividade a que os peritos dão o benefício da dúvida, porque tem uma imagem amiga do ambiente aparentemente acima de qualquer crítica, dispõe, pois de um pecúlio atraente.
As autoridades dizem que é impossível determinar o nível de fraude na despesa pública passível de ser relacionada com a energia eólica, porque as investigações estão distribuídas, nos diferentes países, entre polícia fiscal e regional. Os críticos dizem que os controlos de fundos dispersos são um incentivo para que uma multidão de políticos e empresários corruptos extraia dinheiro fácil… ao sabor do vento.
Os investigadores têm estado bastante ocupados nos últimos meses. Cinco nacionalistas corsos foram detidos e obrigados a repor 1,54 milhões de euros de subsídios europeus para parques eólicos. Em Itália, decorrem três investigações e foram detidas 15 pessoas no mês passado, numa operação a que a polícia chamou "E tudo o vento levou". É descrito como um esquema complicado, do tipo Dona Branca, e que desviou 30 milhões de euros de apoios da UE.
O esquema é elementar: uma turbina normal de dois megawatts custa cerca de 2,75 milhões a construir e produz cerca de 275 mil euros por ano em venda de electricidade a preços de mercado. Mas esse rendimento pode quase duplicar, com os incentivos estatais especiais como prémio às energias renováveis. Em muitos países, os produtores de energia eólica estão a receber tarifas da alimentação – prémios especiais acima do valor de mercado como bónus para a energia renovável – ou taxas especiais por contratos de 15 a 25 anos.
Richard Robb, investidor em parques eólicos em França e na Alemanha, diz que, mesmo sem ventos muito enérgicos, essas tarifas representam um rendimento confortável para os accionistas. Na Alemanha, o seu parque eólico recebe cerca de 83,6 euros por megawatt/hora, quando o preço no mercado livre varia entre 30 e 70 euros – um retorno de 15%.
Nas Ilhas Canárias, onde há 44 parques, os dois casos que conduziram à detenção dos funcionários públicos e empresários, com acusações de tráfico de influências e corrupção, foram apanhados graças a milhares de escutas telefónicas. Os investigadores da Guardia Civil escutaram conversas que envolvem os empresários de Santa Lucía e os funcionários municipais, acusados de urdir um negócio secreto para transformar terrenos privados perto da praia de Pozo Izquierdo em terreno municipal – porque era maior a probabilidade de os subsídios serem concedidos para parques eólicos em terrenos públicos. Estavam em jogo quase 40 milhões de euros de um fundo de apoio da UE aos territórios periféricos de Espanha.
Investigações similares estão a decorrer na Sicília, berço do aproveitamento público da energia eólica em Itália. A operação "E tudo o vento levou" fez com que as autoridades descobrissem um elaborado esquema para receber fundos da UE, diz o coronel Mario Imparato, da Guardia Financeira. O esquema envolveu uma elaborada rede de empresas do ramo; uma conseguia obter fundos da UE, usava uma parte para a construção e punha o resto fora de Itália. As empresas no estrangeiro mudavam o dinheiro para outra empresa que se candidatava a um novo fluxo de subsídios da UE.
Uma investigação separada, com o nome de código "Aeolus", na zona ocidental da Sicília, conduziu à detenção de sete pessoas, com julgamento marcado para Janeiro. Neste caso, o Ministério Público alega que o crime organizado limitou-se a adaptar técnicas antiquadas, como subornos, para fazer dinheiro com a nova fonte de energia. Isso incluiu 75 mil euros e um Mercedes dados a um vereador para votar a favor de um parque eólico".
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sábado, 26 de junho de 2010
SORTELHA: PEDRAS QUE FALAM
Sortelha, uma aldeia medieval, histórica e razoavelmente conservada, está a sofrer um violento ataque à sua volta. As muralhas e o castelo ainda têm pedras para resistir aos ataques vindos dos montes. Pelo contrário, Kim, aquele que despertou o povo e tocou os sinos do campanário não lhe restou senão abandonar a aldeia e asilar-se bem longe, pois nem mesmo no seu "bardo" conseguiu refugiar-se.
Sortelha é terra de Portugal, é terra do mundo. As pedras também falam e são mais duradouras e depois de as calcarmos quando andamos na aldeia, todos, menos os gananciosos, sentem a dor que as torres eólicas vão causar Sortelha.
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
FALAR CLARO
Falar Claro, é o título da crónica da autoria do senhor João Valente, colaborador do blog Capeiaarraiana em que o autor fala claro acerca das Torres eólicas que estão a ser montadas na envolvente à Aldeia Histórica de Sortelha. Eis parte desse artigo de opinião:
Sortelha é uma aldeia medieval, que proporciona aos visitantes uma viagem no tempo, ao passado medieval. É nisto que consiste a grande e rara riqueza de Sortelha, a sua alma, e faz dela a jóia rara, que é património não só dos seus habitantes, como de toda a comunidade municipal.
Construir torres eólicas no seu perímetro amuralhado, ou à vista dele, fora do contexto da época histórica para a qual a aldeia nos remete, é tão ridículo como ver aviões a jacto num filme sobre os meios de transporte do século XIX. O realizador que tivesse este devaneio criativo, sujeitava-se à chacota pública, pelo caricato e estupidez da situação. Quem via um filme tão mau?
Pois as eólicas nas condições de Sortelha, matam a razão da sua existência, porque são completamente anacrónicas naquele contexto espacio-temporal, como os jactos no filme sobre meios de transportes do século XIX. Nenhum turista quer viajar a um passado medieval que uma autarquia permitiu reinventar com umas modernas torres eólicas. O conceito turístico «viagem ao passado medieval» pura e simplesmente fica destruído com isto. Passa a ser ridículo chamar a Sortelha «aldeia histórica». Com as eólicas já não é medieval e histórica, mas do século XXI e actual… Percebem ao menos isto?
Construídas as eólicas, bem podem derrubar também as muralhas, que já lá não estão a fazer nada. Aproveitem a pedra e vendam-na também para Espanha, como a electricidade!
É um resultado tão nefasto, que «Es gran servicio […] quitar tan mala simiente de sobre la faz de la tierra».
Meus amigos, este crime que estão a fazer a todo o concelho, nem a falta de educação de que falei, o justifica. Cada indivíduo, independentemente da educação, porque é livre, tem a faculdade de escolher entre o bem e o mal, entre o dever e o egoísmo…
A responsabilidade deste crime, é por isso, tanto colectiva como individual! Que ninguém lave dela as mãos como Pilatos…
Se deixarmos erguer estes moinhos de vento no rico passado histórico de Sortelha, como fatalidade inevitável da falta de educação de uns quantos Sancho Pança, «nem somos homens, nem somos nada!»
Por isso interpelo cada um dos Sabugalenses:
«Si tienes miedo, quítate de ahí, y ponte en oración en el espacio que yo voy a entrar con ellos en fiera y desigual batalla»!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente
Nota: Aconselho a leitura completa do artigo e respectivos comentários aqui:
http://capeiaarraiana.wordpress.com/2010/06/02/falar-claro/
Sortelha é uma aldeia medieval, que proporciona aos visitantes uma viagem no tempo, ao passado medieval. É nisto que consiste a grande e rara riqueza de Sortelha, a sua alma, e faz dela a jóia rara, que é património não só dos seus habitantes, como de toda a comunidade municipal.
Construir torres eólicas no seu perímetro amuralhado, ou à vista dele, fora do contexto da época histórica para a qual a aldeia nos remete, é tão ridículo como ver aviões a jacto num filme sobre os meios de transporte do século XIX. O realizador que tivesse este devaneio criativo, sujeitava-se à chacota pública, pelo caricato e estupidez da situação. Quem via um filme tão mau?
Pois as eólicas nas condições de Sortelha, matam a razão da sua existência, porque são completamente anacrónicas naquele contexto espacio-temporal, como os jactos no filme sobre meios de transportes do século XIX. Nenhum turista quer viajar a um passado medieval que uma autarquia permitiu reinventar com umas modernas torres eólicas. O conceito turístico «viagem ao passado medieval» pura e simplesmente fica destruído com isto. Passa a ser ridículo chamar a Sortelha «aldeia histórica». Com as eólicas já não é medieval e histórica, mas do século XXI e actual… Percebem ao menos isto?
Construídas as eólicas, bem podem derrubar também as muralhas, que já lá não estão a fazer nada. Aproveitem a pedra e vendam-na também para Espanha, como a electricidade!
É um resultado tão nefasto, que «Es gran servicio […] quitar tan mala simiente de sobre la faz de la tierra».
Meus amigos, este crime que estão a fazer a todo o concelho, nem a falta de educação de que falei, o justifica. Cada indivíduo, independentemente da educação, porque é livre, tem a faculdade de escolher entre o bem e o mal, entre o dever e o egoísmo…
A responsabilidade deste crime, é por isso, tanto colectiva como individual! Que ninguém lave dela as mãos como Pilatos…
Se deixarmos erguer estes moinhos de vento no rico passado histórico de Sortelha, como fatalidade inevitável da falta de educação de uns quantos Sancho Pança, «nem somos homens, nem somos nada!»
Por isso interpelo cada um dos Sabugalenses:
«Si tienes miedo, quítate de ahí, y ponte en oración en el espacio que yo voy a entrar con ellos en fiera y desigual batalla»!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente
Nota: Aconselho a leitura completa do artigo e respectivos comentários aqui:
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