Hoje, 18 de Abril de 2010, celebra-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Desde 1982 que o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, com a aprovação da Unesco, dedica este dia aos monumentos e Sítios de todo o Mundo.
Este ano, o tema escolhido foi "Património Rural/Paisagens Culturais". A iniciativa serve para dar a conhecer um património que a todos cabe preservar. É mais uma oportunidade para descobrir o património rural e as paisagens culturais do mundo, do nosso país, do nosso concelho e aumentar a consciência pública relativamente à diversidade do nosso património e aos esforços necessários para o proteger e conservar e alertar para a sua vulnerabilidade.
Este ano, a Câmara Municipal do Sabugal, ao contrário do ano passado, aliou-se completamente deste dia. É uma oportunidade perdida para sensibilizar as pessoas acerca da diversidade e da importância do nosso património local e da necessidade que há em protege-lo dos diversos ataques de que é vítima.
Em Belmonte, realiza-se uma Caminhada Pela História; em Celorico da Beira, há visitas Guiadas à Casa do Mundo Rural e a uma queijaria e a um moínho de água; no Fundão, realiza-se uma Caminhada Eco-arqueológica pela Serra da Gardunha; em Pinhel, vai fazer-se um Percurso Histórico-Artístico; em Fornos de Algodres, realiza-se a 5ªEdição das Jornadas Etnobotânica; na Covilhã, Visita à Tapada do Dr.António e em Freixo de Numão, vai organizar-se uma Visita Guiada ao património da Freguesia e à Quinta do Vesúbio.
E no Sabugal?
Bom, hoje decorre o 2º dia do Campeonato Nacional de Pesca e os jovens reúniram-se ontem para conviver, cantar e rezar juntamente com D. Manuel Felício e muitos sacerdotes e Leigos comprometidos na divulgação da mensagem cristã.
Talvez esteja aqui explicada a actual política cultural seguida pela Câmara Municipal do Sabugal. É fácil dar de comer a quem tem fome. Lá diz a sabedoria popular: "Se vires um homem com fome à beira dum rio, não lhe dês de comer, ensina-o a pescar".
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domingo, 18 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
RESISTÊNCIAS ÀS VENTOINHAS EM SORTELHA
A energia eólica é uma energia limpa e barata para a produção de electricidade. Para além disso reduz a nossa dependência de combustíveis fósseis que são importados e contribui para a redução de gases de efeito estufa e outros efeitos adversos de poluição. E os diversos governos dos países europeus e a própria União Europeia promovem e incentivam empresas para a construção de parques eólicos, apoiando as iniciativas com generosos subsídios e enquadramento legislativo favorável. Todas estas afirmações, lugares comuns, quando se trata de energia eólica, estão gradualmente a serem questionadas.
Uma pequena pesquisa que pode ser efectuada na Internet revela que o impacto da energia eólica no ambiente está longe de ser benigno e o dinheiro investido nessas iniciativas está longe de ter a sua eficiência.
Um dos problemas mais importantes relacionado com a energia eólica é o da intermitência do vento. A rede eléctrica tem que ajustar-se continuamente ao fornecimento e à procura, para manter a "pressão" (isto é a voltagem) constante no sistema. Quando a procura aumenta o fornecimento tem que aumentar necessariamente e quando a procura baixa o fornecimento tem que também baixar. Mas as turbinas eólicas. como reagem ao vento e não às necessidades da procura, tem que ser consideradas como uma procura variável e não como um fornecedor seguro. A rede eléctrica tem que ajustar assim o fornecimento tanto em função das flutuações do vento como às variações da procura.
Uma coisa, porém, é a intermitência do vento, outra a sua variabilidade. Enquanto a variabilidade implica uma flutuação em torno de uma certa linha básica (como a variação da procura de electricidade ao longo do dia), a intermitência implica algo que frequentemente começa e para. A energia eólica é portanto tanto intermitente como variável.
Em relação à "verdade" de que a energia eólica contribui para a redução de gases de efeito estufa, não existe uma evidência que as turbinas eólicas contribuam para uma poupança do CO2. A fonte energética que a energia eólica poderia eventualmente substituir é a energia hídrica (que também é renovável), e esta já é livre de emissões de CO2. As outras energias convencionais não podem ser simplesmente desligadas e substituídas pela energia eólica, por esta ser intermitente e variável, pelo que não existe neste caso uma poupança de CO2.
O sucesso da energia eólica nos países como Alemanha ou Dinamarca é merecedora de um debate sério, já que nenhum destes países conseguiu reduzir a utilização de outras fontes energéticas ou a emissão dos gases de efeito estufa em consequência da utilização da energia eólica.
Na Dinamarca, a produção da energia eólica corresponde a 20% da energia utilizada no país. Só que grande parte dessa energia eólica é exportada para a Suécia e a Noruega onde é utilizada nas bombas hidráulicas. Para além disso, grande parte dos parques eólicos dinamarqueses são propriedade das comunidades locais, pelo que, enquanto esses parques são uma fonte de rendimento para essas comunidades, torna-se difícil para os seus proprietários crerem que não estão contribuindo para a produção (diga-se "consumo") desse tipo de energia. Mesmo assim, nos últimos anos tem-se verificado um significativo decréscimo na construção de parques eólicos onshore na Dinamarca.
A energia eólica é barata? A construção de um parque eólico industrial custa cerca de um milhão de euros por MW de capacidade. O vento pode ser de borla, mas as torres e as turbinas eólicas tem que ser construídas e mantidas. Para além do que as infraestruturas de transmissão, necessárias para o seu apoio, também têm os seus custos. Para suportar todos esses custos os governos retiram do bolso do contribuinte o dinheiro necessário para pagar a electricidade gerada pelas turbinas eólicas, porque caso contrário a energia eólica não é competitiva.
Mas então porque é que as organizações ambientalistas são defensoras tão acérrimas da energia eólica? Simplesmente porque acreditam nos seus supostos benefícios. É uma espécie de conforto espiritual crer que existe uma fonte de electricidade benigna que serve para remediar os nossos problemas energéticos. E como a esmagadora maioria de pessoas não foi propriamente ameaçada pessoalmente pelo desenvolvimento da energia eólica, existe pouca propensão pública para questionar essa crença, uma crença que é ainda mais reforçada pelo facto de os governos serem compelidos para a redução das importações de combustíveis ou das emissões de CO2. Para além disso, a grande dimensão das turbinas eólicas industriais tornou-as poderosos ícones, em termos de simbologia de desenvolvimento, no imaginário popular. Os grupos ambientalistas encontram-se assim entalados numa posição pouco agradável de, por um lado terem que apoiar nesta matéria os governos e por outro apoiarem a indústria de energia eólica (geralmente grandes oligopólios energéticos), sublimando assim as "inverdades" da energia eólica.
Agressões ambientais, e não só, da energia eólica
As modernas turbinas eólicas têm, em geral, um baixo nível de rotações. Mas mesmo assim as suas 10-20 rpm nas extremidades das pás, dependendo do modelo, têm um impacto significativo nos pássaros e nos morcegos. Esse risco varia, claro, segundo as regiões e as zonas. As aves canoras migram geralmente durante a noite e à baixa altitude, correndo assim sérios riscos de chocarem com as pás. Os responsáveis pelas turbinas eólicas industriais tentam justificar esta ameaça aos pássaros explicando que na realidade eles salvam muitos mais pássaros pelo facto de limparem o ar impedindo assim o aquecimento global. O que é errado já que a energia eólica não substitui outras fontes de electricidade.
Num estudo elaborado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) afirma-se que os impactes que mais têm interessado o público em geral são a perturbação e o efeito de barreira causados pelos aerogeradores sobre as diversas espécies de aves e a mortalidade destas e de morcegos, devido à colisão com as pás e outras estruturas associadas. Assim, por exemplo, no parque eólico de Fonte dos Monteiros (Vila do Bispo) foi estimada uma mortalidade de 55,77 - 94,56 aves/ano.
Existem numerosos estudos que revelam por outro lado que o valor das propriedades que circundam um parque eólico baixa significativamente de valor (cerca de 15%) nos primeiros dois anos após a construção do parque, estabilizando-se depois este preço. O que significa que essas propriedades perdem de valor com a vizinhança dos parques.
Para além do ruído e das vibrações, as torres eólicas industriais estorvam significativamente o valor paisagístico de uma região. Adicionalmente o piscar das lâmpadas de aviso existentes no seu topo perturbam a paisagem mesmo durante a noite.
Jochen Flasbarth, do Ministério do Ambiente alemão e antigo presidente da organização ambientalista NABU (Naturschutzbund Deutschland e.V). chamou por diversas vezes à atenção do problema da conflitualidade emergente entre a energia eólica e a protecção da natureza, particularmente nos aspectos de estética paisagística e da protecção das aves.
Zona livre de parques eólicos (ZOLPE)
Os protestos em Portugal em relação à energia eólica têm sido tíbios mas vão-se avolumando cada vez mais. A maioria prende-se com os impactes visuais negativos e a incidência na protecção da natureza. Como os parques eólicos em Portugal encontram-se localizados normalmente em áreas rurais e áreas de montanha ou costeiras, estas áreas incluem muitas vezes habitates importantes para a conservação da natureza, alguns com elevada sensibilidade ambiental.
Regra geral, os próprios Estudos de Impacte Ambiental (EIA) que antecedem a instalação dos parques eólicos, enumeram os impactes negativos das instalações, mas tentam relativizar esses impactes com expressões de carácter dubioso. A citação de um EIA, que se segue, revela esta metodologia de branqueamento dos impactes negativos dos parques eólicos. "Com a aplicação de medidas minimizadoras, não haverá efeitos negativos graves sobre o ambiente. Poderá existir perturbação sobre a avifauna e morcegos existentes na zona, pelo funcionamento dos aerogeradores. Os restantes animais, segundo mostra a experiência, adaptam-se, acostumando-se ao ruído. Relativamente aos acidentes de colisão com os aerogeradores, são em número muito reduzido.
Negativo é o impacte visual na paisagem, com a presença dos aerogeradores. pelo que se recorrerá à sua pintura com tintas sem brilho e revestimento do edifício de comando com material adequado, de modo a permitir a sua integração paisagística. "
As resistências a nível local vão-se multiplicando. Segundo o Jornal do Nordeste a proposta inicial do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho não ia permitir a instalação de um parque eólico na serra de Montesinho, onde as pessoas comentavam que "essas torres desvirtuam a paisagem e o barulho das pás a cortar o vento não é propriamente música para os nossos ouvidos" João Peças Lopes, coordenador-adjunto da Unidade de Sistemas de Energia (USE) do INESC Porto, presidente do Júri do Concurso Internacional para Atribuição de 1500 MW de Produção Eólica em Portugal, afirmava em entrevista: "São evidentes as vantagens da energia eólica em termos ecológicos, embora haja ecologistas que estão contra a instalação das torres eólicas, devido ao impacto visual. Há ainda o impacto em termos de ruído e há um impacto na vida animal, como por exemplo, pássaros que ficam perturbados com o barulho das turbinas.... Mas é um preço a pagar".
A intenção de instalação de um parque eólico na Serra d'Arga foi contestada por moradores da freguesia da Montaria, Viana do Castelo, que temiam pelo impacto visual e paisagístico das "ventoinhas gigantes". "Que ninguém venha depois chorar por se ter permitido tal atentado", referia um morador ao «O Primeiro de Janeiro».
Devagarinho, essa oposição chega mesmo aos responsáveis políticos ao nível local. Em Caldas de Rainha os vereadores João Aboim, do PSD, e António Galamba e Nicolau Borges, do PS, opuseram-se a uma fase preliminar de construção de parque eólico tendo declarado que "por princípio, votamos contra a instalação de parques eólicos em qualquer zona da orla costeira".
Recentemente um abaixo-assinado, que foi sufragado por oitenta por cento da população da Igreja Nova, no concelho de Mafra, exigia a reformulação do plano eólico para a região de Mafra manifestando-se contra a construção do parque eólico do Faião, na freguesia da Terrugem, por os aerogeradores encontrarem-se praticamente no meio das casas.
A luta contra a construção das turbinas eólicas industriais tem tido cada vez mais sucesso em diversas partes do mundo, desde os Estados Unidos à Austrália. Em Janeiro deste ano, na Alemanha, a população de Bieswang (no Landkreis WeíBenburg-Gunzenhausen) conseguiu, depois de uma dura luta de dois anos, levar a que a (M empresa Windwârts desistisse da construção de um parque eólico na localidade. E neste mês de Abril esperava-se que a população das freguesias de Hausbay, Laudert, Maisborn e Pfalzfeld, na região de Hunsriickhõhe, também na Alemanha, conseguisse impedir a construção de parques nesta região. Os habitantes lutam para que esta região do Reno não perca a sua beleza paisagística, considerando que a construção de parques eólicos representa uma violação da paisagem natural. A população destas aldeias alemãs vai criar nesta região uma zona onde não será permitida a construção de parques eólicos ('Windradfreie Hunsriickhõhe'). A semelhança de zonas livres da energia nuclear surgiria assim uma ZOLPE (Zona Livre de Parques Eólicos
in http://www2.inescporto.pt/use/noticias-eventos/nos-na-imprensa/energia-eolica-nao-e-competitiva.html
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segunda-feira, 12 de abril de 2010
O PATRIMÓNIO É DE TODO O MUNDO
"Sortelha é um belíssimo exemplo de uma Aldeia Medieval. Embora apresente alguns erros de intervenção e até de salvaguarda, no seu todo podemos considerar que tem sido poupada de agressões irreparáveis. A sua cintura de muralhas é o que resta de um sistema defensivo activo que chegou a Portugal a partir de meados do século XII, com os Templários e o seu mestre Gualdim Pais. A Sortelha falta um Estudo Histórico elaborado com metodologia científica, capaz de divulgar o seu percurso histórico ao longo dos tempos, que já são longos. Tal estudo deverá incluir uma área circundante a determinar. Isto, Sr. Presidente da Câmara, contribuirá para o progresso sem estragar o que quer que seja. Vamos pensar na responsabilidade que temos com o Património que nos legaram e fazer dele um activo valioso para a economia. Sortelha é demasiado valiosa para se deixarem de considerar algumas opções possíveis. As torres eólicas encontrarão outros locais onde não afrontem valores históricos milenares de pertença colectiva".
Comentário escrito porJosé António Quelhas Gaspar,(Medievalista e Técnico de Património Cultural) e assinante nº 258 da petição on line "Vamos Salvar Sortelha"
Comentário escrito porJosé António Quelhas Gaspar,(Medievalista e Técnico de Património Cultural) e assinante nº 258 da petição on line "Vamos Salvar Sortelha"
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SORTELHA: A FALÁCIA DAS EÓLICAS
Visitar Sortelha, a Aldeia Histórica portuguesa das mais visitadas, é uma das boas acções para salvar um património único, de rara beleza e com histórias milenares. Todos nós necessitamos de respirar para viver de olhos abertos, sentirmos o tocar dos sinos e saborear a boa comida que servem em Sortelha. Os seus habitantes, infelizmente, não são muitos e a maioria já andam um pouco curvados por causa da idade e de também cansados dos poderosos e vendilhões que só pensam no dinheiro.
Alguém que me responda a esta dúvida: porque razão esta quantidade de parque e sub-parques eólicos são construidos quase sempre em meios rurais e, como no caso de Sortelha, vêm destruir uma importante parte da sua identidade, com a promessa de lhes aumentarem as míseras reformas que recebem do Estado? A Câmara Municipal do Sabugal, uma das interessadas nestes projectos, parece mais um representante das empresas construtoras de parques eólicos do que defensora do património público.Claro que a Câmara tem investido na Aldeia Histórica de Sortelha e ao longo destes últimos anos muito já foi construido. Neste caso concreto da colocação dos aerogeradores ao lado da aldeia de Sortelha a autarquia não defendeu, como é seu dever, o real e verdadeiro interesse do património que lhe está atribuido, deixando-se submeter aos interesses industriais. A Câmara Municipal do Sabugal e a Junta de Freguesia de Sortelha, sabem que este tipo de projectos comprometem os interesses e os direitos das pessoas que vivem nesta terra. Para além das rendas que alguns vão receber, incluindo a Câmara e a Junta de Freguesia, quantos postos de trabalho fixos em Sortelha, vão ser criados? Alguém tem de construir e alguém tem de manter as torres em bom estado de funcionamento. Com certeza que serão pessoas de outras zonas, de outras empresas subcontratadas, etc.,etc...e os habitantes de Sortelha ficam como estão. Acredito que os promotores das torres eólicas lhes adocem as bocas e até lhes arranjem uns caminhos, alcatroem uma estrada e desse modo ganham a confiança das pessoas.
Os habitantes de Sortelha deveriam ter intervido directamente nas decisões que foram tomadas em relação às torres eólicas, porque diz respeito ao seu futuro, diz respeito ao futuro que eles querem para a sua terra. E provavelmente, nunca ninguém explicou claramente a todos, tudo aquilo que estas torres eólicas implicavam para o futuro da aldeia. O parque eólico em Sortelha apenas vai produzir um benefício imediato ao dono(s) dos terrenos. E tenho a certeza que o benefício imediato, mesmo numa quantia pequena, fez esquecer todos aqueles "estrangeiros" que sempre vão visitando a terra e como agora as eólicas são sinal de progresso, a aldeia das "Sopas" está a ficar mais moderna e começam a acreditar que de facto o turismo, as muralhas, as ruas e as casas de pedra, as cestas e os doces e a paisagem que se admira das muralhas não asseguram o seu futuro.
Mas a verdade é que a área à volta do Parque eólico, incluindo as pessoas e povoações vizinhas, terão para sempre o parque eólico como um legado para o século XXI. E se os portugueses e todos os estrangeiros que passam por Sortelha não relaxarem e não se sentirem bem numa aldeia histórica, não voltarão e aí pode começar o velório da aldeia. Sortelha demorou muito a construir e destruí-la custa mesmo pouco.
QUE DESEJAM PARA O FUTURO?
Alguém que me responda a esta dúvida: porque razão esta quantidade de parque e sub-parques eólicos são construidos quase sempre em meios rurais e, como no caso de Sortelha, vêm destruir uma importante parte da sua identidade, com a promessa de lhes aumentarem as míseras reformas que recebem do Estado? A Câmara Municipal do Sabugal, uma das interessadas nestes projectos, parece mais um representante das empresas construtoras de parques eólicos do que defensora do património público.Claro que a Câmara tem investido na Aldeia Histórica de Sortelha e ao longo destes últimos anos muito já foi construido. Neste caso concreto da colocação dos aerogeradores ao lado da aldeia de Sortelha a autarquia não defendeu, como é seu dever, o real e verdadeiro interesse do património que lhe está atribuido, deixando-se submeter aos interesses industriais. A Câmara Municipal do Sabugal e a Junta de Freguesia de Sortelha, sabem que este tipo de projectos comprometem os interesses e os direitos das pessoas que vivem nesta terra. Para além das rendas que alguns vão receber, incluindo a Câmara e a Junta de Freguesia, quantos postos de trabalho fixos em Sortelha, vão ser criados? Alguém tem de construir e alguém tem de manter as torres em bom estado de funcionamento. Com certeza que serão pessoas de outras zonas, de outras empresas subcontratadas, etc.,etc...e os habitantes de Sortelha ficam como estão. Acredito que os promotores das torres eólicas lhes adocem as bocas e até lhes arranjem uns caminhos, alcatroem uma estrada e desse modo ganham a confiança das pessoas.
Os habitantes de Sortelha deveriam ter intervido directamente nas decisões que foram tomadas em relação às torres eólicas, porque diz respeito ao seu futuro, diz respeito ao futuro que eles querem para a sua terra. E provavelmente, nunca ninguém explicou claramente a todos, tudo aquilo que estas torres eólicas implicavam para o futuro da aldeia. O parque eólico em Sortelha apenas vai produzir um benefício imediato ao dono(s) dos terrenos. E tenho a certeza que o benefício imediato, mesmo numa quantia pequena, fez esquecer todos aqueles "estrangeiros" que sempre vão visitando a terra e como agora as eólicas são sinal de progresso, a aldeia das "Sopas" está a ficar mais moderna e começam a acreditar que de facto o turismo, as muralhas, as ruas e as casas de pedra, as cestas e os doces e a paisagem que se admira das muralhas não asseguram o seu futuro.
Mas a verdade é que a área à volta do Parque eólico, incluindo as pessoas e povoações vizinhas, terão para sempre o parque eólico como um legado para o século XXI. E se os portugueses e todos os estrangeiros que passam por Sortelha não relaxarem e não se sentirem bem numa aldeia histórica, não voltarão e aí pode começar o velório da aldeia. Sortelha demorou muito a construir e destruí-la custa mesmo pouco.
QUE DESEJAM PARA O FUTURO?
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sábado, 10 de abril de 2010
POLÍTICA ENERGÉTICA PARA O SABUGAL
O Concelho do Sabugal parece ter descoberto as virtudes do negócio eólico. É a contar com os rendimentos deste negócio que a Câmara Municipal pretende resolver os seus problemas de financiamento.
Oliveira Fernandes, Ex-Secretário de Estado da Energia e que participou na elaboração da lei das eólicas de 2001, deparou-se na altura “com negociatas de centenas de milhares de contos” entre promotores e municípios. “Com aquilo ( renda anual de 2,5% sobre a facturação dos parques eólicos), estanquei as jogatanas”, assume. Por outro lado, a renda tinha, à data, “uma função incentivadora” de entrada das energias renováveis junto das autarquias que “já não faz mais sentido” na actualidade. Para Oliveira Fernandes, a renda das eólicas “teve um efeito positivo” no seu tempo, que foi o de recuperação, limpeza e manutenção dos baldios, mas, face à expansão das eólicas, “é de começar a pensar em acabar com a renda”.
Foi retirado daqui:
E se esta ideia se torna realidade?
A política energética do Concelho do Sabugal é da responsabilidade da autarquia.
Qual é então a política energética da C.M.Sabugal?
Há algum plano, por exemplo, para o tipo de luminárias da rede pública, das potências contratadas e os seus regimes horários, de escolher e aprovar os sistemas de ar condicionado dos edifícios, o aproveitamento das coberturas das escolas e pavilhões desportivos, o modo de aquecimento das piscinas, o combustível da frota municipal, entre outras coisas.
Já alguém na Câmara pensou nestes assuntos?
A energia eólica não é a galinha dos ovos de ouro, como nos estão a querer convencer.
Com tantas torres eólicas, qualquer dia o Sabugal levanta voo!
Será este o “segredo” para o Concelho do Sabugal sair da crise em que se encontra?
Com KW eólicos subsidiados e que não tarda muito nos vai surpreender nas facturas de consumo de energia eléctrica?
Entretanto, no imediato, parece ser um óptimo negócio para alguns…Câmara, Juntas de Freguesia, proprietários dos terrenos e empresas promotoras. E os benefícios para os restantes habitantes do nosso concelho?
A implantação dos aerogeradores próximo da Aldeia Histórica de Sortelha, só vem criar situações desagradáveis a uma das aldeias mais bonitas do nosso concelho. O turismo é bem capaz de criar mais empregos em Sortelha do que as eólicas.
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"AS TORRES EÓLICAS ESTÃO A SER COLOCADAS EM LUGARES PROIBITIVOS"
Com o título "Cravelas da Serra", o Capeiaarraiana publicou um post assinado pelo senhor Leitão Baptista e que agora venho aqui relembrar, pois o tema das torres eólicas está muito quente, pretendendo com este avivar de memória apenas juntar mais uma voz ao coro de protestos pacíficos contra as torres eólicas ao lado de Sortelha:
“Muitas das ventoinhas foram colocadas em lugares proibitivos para um concelho que quer aproveitar as suas potencialidades em termos de património histórico e natural. Os rodízios foram implantados no cabeço de S. Cornélio, a poucos quilómetros da antiga vila de Sortelha, porventura o mais importante local para o desenvolvimento turístico do concelho. Quem arrupe os caminhos de Sortelha, até à muralha, e olhe para o lado Leste, verá duas ventoinhas no dorso do emblemático e gracioso cabeço de S. Cornélio. Ninguém de juízo poderá deixar de reprovar a fixação naquele lugar das máquinas produtoras de energia. Este não é mais do que um atentado às potencialidades de um concelho esquecido, que tem no valor patrimonial a maior das suas possibilidades de desenvolvimento, que não podem ser assim postas em causa, por uns convidativos milhares de euros e por um caminho até ao alto do monte, que apenas serve a empresa responsável pelo projecto comercial”.
E Paulo Leitão Baptista continua:
"Mas não é apenas no cabeço de S. Cornélio que as ventoinhas rodopiam, estão igualmente na serra do Mosteiro, à ilharga de povoação de Santo Estêvão, nos montes que acompanham a estrada para Malcata e ainda nos altos da serra do Homem de Pedra, nas proximidades do Soito.
Além disso, noutras paragens do concelho se preparam as instalações que dão farto ganho às juntas de freguesia e aos proprietários dos terrenos e um contributo importante na luta pelas energias renováveis, mas que destroem inequivocamente a paisagem.
Num sinal inqualificável os edis de Penamacor e Sabugal dão largas à indignação por a Reserva da Malcata não autorizar a instalação das cravelas na serra. Alegam que assim os municípios ficam irremediavelmente prejudicados, por serem privados dos fabulosos ganhos que as eólicas proporcionariam.
Juntamos aqui a voz a outros que já iniciaram, noutros espaços da blogosfera, a denúncia da situação e a reivindicação de que algo importa fazer para se evitar a destruição plena das nossas paisagens nativas por elementos estranhos á Natureza".
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista
publicado aqui:
http://capeiaarraiana.wordpress.com/2007/08/30/as-%c2%abcravelas%c2%bb-da-serra-de-malcata/
As pessoas são livres de pensar, são livres de protestar, são livres de se calarem. Cada ser humano é único e daí a singularidade de cada um de nós. Todas as pessoas devem respeitar-se mutuamente, mesmo que as ideias sejam diferentes.
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
MANIFESTO CONTRA A POLÍTICA ENERGÉTICA ASSENTE NAS RENOVÁVEIS
MANIFESTO CONTRA POLÍTICA ENERGÉTICA
ASSENTE NAS RENOVÁVEIS
Alexandre Relvas
Alexandre Patrício Gouveia
Ângelo Esteves
António Borges
António Cardoso e Cunha
Augusto Barroso
Bruno Bobone
Carlos Alegria
Clemente Pedro Nunes
Demétrio Alves
Fernando Mendes dos Santos
Fernando Santo
Francisco Van Zeller
Henrique Neto
Horácio Piriquito
Jaime da Costa Oliveira
Jaime Ribeiro
João Duque
João Salgueiro
Jorge Pacheco de Oliveira
José Luís Pinto de Sá
Luís Campos e Cunha
Luís Malheiro da Silva
Luís Mira Amaral
Luís Valente de Oliveira
Manuel Avelino de Jesus
Manuel Lancastre
Miguel Cadilhe
Miguel Horta e Costa
Nuno Fernandes Tomás
Pedro Sampaio Nunes
Pedro Ferraz da Costa
Sérgio Ferreira
Alexandre Patrício Gouveia
Ângelo Esteves
António Borges
António Cardoso e Cunha
Augusto Barroso
Bruno Bobone
Carlos Alegria
Clemente Pedro Nunes
Demétrio Alves
Fernando Mendes dos Santos
Fernando Santo
Francisco Van Zeller
Henrique Neto
Horácio Piriquito
Jaime da Costa Oliveira
Jaime Ribeiro
João Duque
João Salgueiro
Jorge Pacheco de Oliveira
José Luís Pinto de Sá
Luís Campos e Cunha
Luís Malheiro da Silva
Luís Mira Amaral
Luís Valente de Oliveira
Manuel Avelino de Jesus
Manuel Lancastre
Miguel Cadilhe
Miguel Horta e Costa
Nuno Fernandes Tomás
Pedro Sampaio Nunes
Pedro Ferraz da Costa
Sérgio Ferreira
No caso de Portugal, em que a situação económica se tem vindo a degradar de forma vertiginosa nos últimos anos, com crescimentos insignificantes do PIB, sempre abaixo da média da União Europeia, a política energética carece de uma profunda revisão, na medida em que os custos associados à energia podem ter reflexos extremamente negativos nas condições de vida dos cidadãos e na actividade das empresas.
Existe um consenso alargado de que o nosso país terá de fazer uma aposta importante na sua competitividade internacional e, para isso, é necessário que as nossas empresas disponham de energia a preços internacionalmente competitivos.
Os efeitos da actual política energética, principalmente no sector da electricidade, são particularmente graves, pois perdurarão negativamente mesmo que sejam eliminados os outros factores de atraso económico e condicionarão qualquer possibilidade de atracção de investimento, seja ele nacional ou estrangeiro. Todas as estratégias de saída da crise se baseiam na necessidade de aumento da competitividade empresarial, que o custo da energia irá prejudicar.
2. Tem-se procurado convencer a opinião pública do pretenso sucesso da actual política energética, chegando ao ponto de tentar passar a ideia de que Portugal está a dar lições ao mundo em termos de tecnologias da energia, uma originalidade que, alegadamente, permitiria ao país dispor de uma economia extremamente competitiva no século XXI.
Esta mensagem não podia estar mais longe da realidade.
A actual política energética tem vindo a ser dominada por decisões que se traduzem pela promoção sistemática de formas de energia "politicamente correctas", como a eólica e a fotovoltaica, mas que apenas sobrevivem graças a imposições de carácter administrativo que garantem a venda de toda a produção à rede eléctrica a preços injustificadamente elevados.
Assim sendo, apesar das melhorias decorrentes do DL 33-A/2005, que impôs o aumento da incorporação de valor nacional nas eólicas e a redução das tarifas a praticar pelos novos operadores, a verdade é que a corrida a estas energias não tem tido um efeito sensível na redução do endividamento externo.
Por outro lado, a multiplicação de fontes primárias intermitentes dificulta cada vez mais o controlo global do sistema eléctrico. Tanto pode forçar alguns dos centros produtores tradicionais a regimes de funcionamento limitados e ineficientes, como, em certas épocas do ano, pode obrigar a dissipar, ou a exportar a preço nulo (!) a produção renovável em excesso.
O sobrecusto da PRE, se reflectido de imediato nas tarifas de electricidade, daria origem a aumentos incomportáveis, uma perspectiva eleitoralmente inconveniente e razão pela qual tem vindo a ser dissimulado numa conta controversa, o chamado "défice tarifário".
Este défice não é mais do que uma dívida que as famílias vão ter de pagar, ao longo de vários anos, juntamente com os juros decorrentes da dívida junto das instituições bancárias. Na verdade, face à garantia dada pelo Estado através do DL 165/2008, o défice tarifário constitui já uma forma de dívida pública oculta.
Em 2009 o défice tarifário acumulado atingiu um valor assustador, superior a 2000 milhões de Euros. E, a manter-se a actual política, é inevitável que o sobrecusto destas fontes de energia venha a crescer nos próximos anos, o que conduzirá a um aumento brutal do preço da electricidade para os consumidores, agravando inexoravelmente não só as condições de vida de todos os portugueses como a competitividade exportadora nacional.
5. Para tornar o panorama mais sombrio, está em curso a construção de empreendimentos hidroeléctricos dotados de equipamentos reversíveis, alegadamente destinados a "armazenar o excesso de produção eólica" mediante bombagem hidroeléctrica, um projecto a que foi dada a designação de "complementaridade hídrica-eólica".
Embora se reconheça a vantagem destes empreendimentos na melhoria da gestão global do sistema eléctrico, bem como na constituição de reservas estratégicas de água, a bombagem hidroeléctrica é um processo que enferma de perdas inevitáveis de energia, pelo que acabará por redundar no desperdício da energia eólica e fotovoltaica utilizada na bombagem.
Além disso, sendo a energia dos parques eólicos actualmente em exploração vendida à rede eléctrica nacional a preços que frequentemente triplicam o valor corrente de mercado, a complementaridade hídrica-eólica não faria qualquer sentido para as empresas concessionadas se não fossem os consumidores a suportar os sobrecustos da produção eólica.
Todas as formas de produção de energia eléctrica que são privilegiadas pela política de preços administrativos revelam valores várias vezes superiores ao de mercado. Para além da energia de origem eólica, a um preço médio de aquisição em 2010 de 91 Euros/MWh, a fotovoltaica tem um preço de 344 Euros/MWh e no caso da micro-geração doméstica, para quantidades garantidas e já comercialmente relevantes, o preço é de 587 Euros/MWh. Tudo isto constitui uma verdadeira aberração económica cujas consequências dramáticas para a economia do país são já evidentes a partir dos dados publicados pela ERSE.
7. O Governo português assumiu, como inquestionável, que seria possível conseguir uma substituição progressiva e eficaz das fontes térmicas tradicionais (petróleo, carvão e gás) pelas fontes renováveis (hídrica, eólica, solar e outras). Todavia, não obstante o esforço observado nas tentativas de diversificação, em que se incluíram opções irrealistas à mistura com muito voluntarismo, os resultados foram vincadamente negativos, e darão origem a um enorme aumento dos preços da electricidade para as famílias e as empresas.
Por outro lado, não tem havido o cuidado de esclarecer devidamente a opinião pública acerca da discrepância entre as potências instaladas nos parques eólicos e fotovoltaicos e os valores da energia efectivamente produzida. De facto, em virtude da sua intermitência, estas fontes primárias apenas poderiam ser complementares dos centros produtores tradicionais, mais controláveis e muito mais disponíveis.
8. Para ilustrar a incapacidade da actual politica para reduzir a nossa dependência energética, bastará referir que em 2008, último ano de que existem dados publicados pela DGEG, o saldo liquido da factura energética portuguesa atingiu o valor de 8219 milhões de Euros, ao passo que em 1998 não ultrapassava 1464 milhões de Euros .
A valores constantes de 1998 o aumento verificado nestes dez anos atingiu 322 % e foi devido, sobretudo, ao enorme incremento da factura relativa a combustíveis fósseis, como o petróleo e o gás natural, cuja importação a actual política energética não conseguiu reduzir.
E, não obstante os enormes subsídios entretanto concedidos aos investimentos nas "novas energias renováveis", o total conjunto da rubrica "Eólica, Geotérmica e Fotovoltaica" em 2008 representou apenas 2,11 % do consumo total de energia primária em Portugal, tendo-se mantido a dependência energética em redor de 83 % ao longo dos últimos dez anos.
Assim, os signatários consideram fundamental exigir uma avaliação técnica e económica, independente e credível, da política energética nacional, de forma a ter em conta todas as alternativas energéticas actualmente disponíveis, com o objectivo inequívoco de reduzir os preços da energia com que são confrontados os cidadãos e as empresas, a par de garantir uma maior segurança energética e uma verdadeira redução do défice da balança comercial.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
EM SORTELHA: TURISMO SIM, EÓLICAS NÃO
Tudo tem um preço.
Vivemos numa sociedade de interesses, de tendências e as nossas vidas são completamente dominadas pelas grandes empresas do mercado livre e capitalista não democrático. As multinacionais têm como finalidade o ganhar, ganhar cada vez mais. Em Portugal assistimos a esta corrida desenfriada aos Parques Eólicos. Todos os dias é terminada a montagem de mais uma Torre Eólica num dos muitos parques e sub-parques que foram aprovados como PIIP ( Programa de Investimentos em Infra-Estruturas Prioritárias).
Alguém já percorreu o concelho do Sabugal? As torres estão por todo o lado, por montes e serras desta nossa região. A Câmara aprova porque vai receber dinheiro, as Juntas também receberão a sua parte e os proprietários dos terrenos onde são implantadas as torres eólicas também recebem uma renda pelo menos durante 20 anos. Ora, então todos saiem a ganhar, não é? Pois, o ganhar não é mal nenhum, até faz jeito a muita gente. O que muitos destes proprietários não sabem e ninguém dos interessados(Governo, grupos de empresas detentoras de licenças, câmaras municipais,juntas de feguesia) lhes revela é o dinheirão que estão a ganhar com este negócio. Agora andam todos bem e animados. Deixem que acabem os fundos da UE e vamos ver quantos parques eólicos têm capacidade para se manterem em pleno e perfeito funcionamento.
E será que para o Sabugal, para as pessoas desta região, tantos parques e alguns, como o que querem construir junto a Sortelha, uma aldeia Histórica, com um filão no turismo por explorar, muito mais importante que as torres eólicas, era apostar e desenvolver os ofícios tradicionais, nomeadamente a tapeçaria, a cestaria, a gastronomia que são sem dúvida a grande energia alternativa para revitalizar e fixar as pessoas em Sortelha. Não é com o dinheiro da “renda” de cada eólica que as pessoas vão viver uma vida digna e despreocupada.
Vale a pena pensar no futuro e criar verdadeiras fontes de riqueza.
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A PRAGA DOS PARQUES EÓLICOS EM PORTUGAL
As grandes multinacionais e a alta finança dominam o "sistema" político português e europeu e estão a impôr uma verdadeira fraude energética e ambiental. Continue a ler aqui:
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Vamos Salvar Sortelha
terça-feira, 6 de abril de 2010
EÓLICAS EM SORTELHA PORQUÊ?
Visita a Sortelha em 1994
A Aldeia de Sortelha é hoje representativa de um património histórico-cultural riquíssimo e de que faz parte também a sua envolvente geográfica. As pedras de granito, os castanheiros, sobreiros , as oliveiras e toda a paisagem são parte de um quadro único, conferindo a Sortelha um carácter típico e histórico a que os visitantes não ficam alheios.
Toda esta riqueza está em perigo com a construção do Sub-Parque Eólico de S.Cornélio, que se inclui num conjunto de parques eólicos ( Parque Eólico da Raia ), que irá localizar-se nas cumeadas de S.Cornélio e do Barrocal, a nordeste da povoação de Sortelha. O projecto prevê a montagem de 16 torres eólicas e uma linha aérea com 3,9 Km de extensão, que estabelecerá a ligação entre os sectores norte e sul do parque.
Será a energia eólica a grande alternativa para a revitalização e a fixação das populações? Não creio. Acredito sim, nas ofertas turísticas e de actividades mais ligadas às artes e ofícios tradicionais, nomeadamente a tapeçaria, escultura e a cestaria.
Será que serão as populações desta região as mais beneficiadas com a construção do parque eólico?
Não creio. Acredito sim, nos grandes lucros das empresas que amparadas pelo Estado que lhes oferece apoios económicos e legislativos e deixando umas migalhas à Câmara Municipal do Sabugal, à Junta de Freguesia de Sortelha e aos proprietários dos terrenos abrangidos por este projecto. Em Portugal existem tantos montes e tanto mar. Porquê a zona envolvente à Aldeia Histórica de Sortelha?
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Razão Para este Blog
Numa conversa sobre o assunto com um emigrante de segunda geração, dizia-me ele:
- "o meu avo, naceu la, a minha avo naceu la, a minha viz avo naceu la, o meu pai que vive la graças a deux com a minha mae, i as minhas filhas, i o meu neto, i o meu filho que esta para nacer, eu quero que esa aldeia fique comme esta,"
"o meu corpo esta em frança a mais de 40 anos mais o meu coraçao sempre ficou em sortelha "
Foram palavras como estas que me motivaram a lançar este movimento que apenas tem como objectivo preservar um importantíssimo património Histórico, Cultural, Arquitectónico e Natural que faz de Sortelha a terra maravilhosa que conhecemos.
A colocação de eólicas é uma necessidade em termos energéticos, todos percebemos isso!
MAS EM SORTELHA NÃO!
Existem imensos espaços onde colocar eólicas, porquê descaracterizar e desvalorizar o que devemos preservar e valorizar?
Diziam alguns que por acaso até têm interesses económicos na questão: - É o progresso!
Todos sabemos que progresso não é destruição.
Não podemos nem devemos impedir o progresso.
Mas o progresso não pode ser feito à custa da destruição do património Histórico e Cultural de uma nação.
Uma nação que não respeita o seu passado não existe como nação.
Temos o dever de preservar, valorizar e proteger o património de todos.
Sortelha não pode ser utilizada desta forma por alguns que na sede de enriquecer o seu património próprio, destroem o património de todos.
Aqueles que foram obrigados a partir, os seus filhos, os seus netos não vão perdoar aos que cá estão esta destruição.
- "o meu avo, naceu la, a minha avo naceu la, a minha viz avo naceu la, o meu pai que vive la graças a deux com a minha mae, i as minhas filhas, i o meu neto, i o meu filho que esta para nacer, eu quero que esa aldeia fique comme esta,"
"o meu corpo esta em frança a mais de 40 anos mais o meu coraçao sempre ficou em sortelha "
Foram palavras como estas que me motivaram a lançar este movimento que apenas tem como objectivo preservar um importantíssimo património Histórico, Cultural, Arquitectónico e Natural que faz de Sortelha a terra maravilhosa que conhecemos.
A colocação de eólicas é uma necessidade em termos energéticos, todos percebemos isso!
MAS EM SORTELHA NÃO!
Existem imensos espaços onde colocar eólicas, porquê descaracterizar e desvalorizar o que devemos preservar e valorizar?
Diziam alguns que por acaso até têm interesses económicos na questão: - É o progresso!
Todos sabemos que progresso não é destruição.
Não podemos nem devemos impedir o progresso.
Mas o progresso não pode ser feito à custa da destruição do património Histórico e Cultural de uma nação.
Uma nação que não respeita o seu passado não existe como nação.
Temos o dever de preservar, valorizar e proteger o património de todos.
Sortelha não pode ser utilizada desta forma por alguns que na sede de enriquecer o seu património próprio, destroem o património de todos.
Aqueles que foram obrigados a partir, os seus filhos, os seus netos não vão perdoar aos que cá estão esta destruição.
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